A Secretaria de Estado de Administração Penitenciária do Rio de Janeiro (Seap) realiza, desde a última sexta-feira, uma operação contra ações do crime organizado dentro do sistema prisional fluminense. A ação, chamada Strangulatio, acontece nesta quarta-feira nos presídios Gabriel Ferreira Castilho, Benjamin de Moraes e Alfredo Trajan. Equipes da Secretaria Nacional de Política Penais (Senappen) dão apoio e fazem o bloqueio móvel do sinal de telefonia das unidades.
A operação foi planejada graças ao monitoramento das subsecretarias de Inteligência e Operacional da Seap. Já foram apreendidos 64 telefones celulares e 1,8 quilo de material supostamente entorpecente. Vinte presos foram isolados.
— A Seap vem trabalhando para desarticular a rede de comunicação desses grupos criminosos, por meio da operação Chamada Encerrada, e agora realiza a Operação Strangulatio para puxar ainda mais a rédea curta com que vem controlando todo o sistema prisional — afirmou a secretária de Administração Penitenciária, Maria Rosa Lo Duca Nebel.
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De acordo com a pasta, entre 2021 e 2024, o número de visitantes de presos flagrados tentando entrar nas cadeias com itens não permitidos escondidos nas partes íntimas aumentou 200% — de 24 para 72.
Os casos foram descobertos graças a scanners corporais. Foram cerca de 25 quilos de drogas. Além disso, apenas nos últimos dois anos, a Seap apreendeu 16 mil aparelhos celulares — 10 mil em 2024 e seis mil em 2023 — nas portas de entrada e no interior das unidades prisionais.
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— Nos presídios do Rio, preso que quiser continuar no crime não terá trégua. Esses números são resultado de um trabalho muito sério que a Seap vem realizando, que começa com o investimento em infraestrutura, passa pela transparência e inclui a capacitação de pessoal, e mostram que a Polícia Penal não vai parar de sufocar aqueles que insistem em querer fazer das prisões escritórios do crime — afirmou Maria Rosa.
Fonte:Extra