Formações inéditas foram identificadas no rio Muru durante a estiagem de 2024 e acendem alerta sobre impactos das mudanças climáticas na biodiversidade aquática amazônica
A intensa estiagem que atingiu o estado do Acre em 2024 expôs formações naturais no leito do rio Muru que foram descritas pela primeira vez pela ciência como recifes de ostras de água doce um tipo de habitat aquático ainda não documentado anteriormente na região.
Durante o período de seca extrema, plataformas de calcário cobertas por densas agregações da ostra Bartlettia stefanensis surgiram em áreas normalmente submersas, criando estruturas semelhantes aos recifes marinhos. Essas formações foram identificadas por pesquisadores do Instituto Nacional de Pesquisas da Amazônia e publicadas na revista científica Acta Amazonica.
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Até então, essa espécie de ostra era conhecida por viver presa em cavidades sob a água ou nas margens, o que dificultava a observação de grupos tão extensos. A descoberta desses “recifes” só foi possível devido ao baixo nível das águas, resultado da seca intensa.
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Os pesquisadores destacam que a identificação de um habitat desse tipo pode ser um sinal das mudanças que eventos climáticos extremos estão impondo aos ecossistemas amazônicos, sublinhando a importância de estudos contínuos para entender melhor as consequências da alteração do regime hidrológico local.