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Secretário de Defesa dos EUA minimiza avaliação de agência do Pentágono sobre ataque ao Irã e defende 'sucesso' da ofensiva
Foto: Reprodução

Pete Hegseth repreendeu a imprensa por não celebrar o trabalho ‘histórico’ do republicano e destacou outras avaliações internacionais sobre impactos do bombardeio

Um dia após o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, contestar um relatório de Inteligência que concluiu que os ataques aéreos ordenados por ele contra o Irã tiveram impacto limitado sobre o programa nuclear do país, o secretário de Defesa americano, Pete Hegseth, repreendeu a imprensa por não celebrar o trabalho “histórico” do republicano.

 

Em entrevista coletiva nesta quinta-feira, Hegseth analisou diversas outras avaliações internacionais sobre os impactos da ofensiva, diminuindo as considerações iniciais feitas pelo seu próprio departamento e destacando relatos de Israel, das Nações Unidas e da Agência Internacional de Energia Atômica (AIEA).

 

A avaliação da Agência de Inteligência de Defesa (DIA, na sigla em inglês) do Pentágono concluiu que os bombardeios do dia 22 de junho contra instalações nucleares em Fordow, Natanz e Isfahan provavelmente não atingiram os componentes centrais do programa nuclear do Irã localizados no subsolo, como as centrífugas, segundo pessoas com conhecimento do assunto.

 

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As conclusões estão em linha com imagens de satélite que mostram novas crateras, entradas de túneis possivelmente colapsadas e buracos no topo de uma cadeia de montanhas — mas sem evidência conclusiva de que as instalações subterrâneas mais protegidas tenham sido atingidas. Ainda assim, a secretária de imprensa da Casa Branca, Karoline Leavitt, disse que a conclusão da Inteligência estava “completamente errada”.

 

Hegseth já havia apoiado a visão de Trump sobre o sucesso dos ataques. Na quarta-feira, ele classificou o relatório do Pentágono como “preliminar” e de “baixa confiança”, e afirmou que o vazamento seria investigado. Já Steve Witkoff, o enviado especial de Trump para o Oriente Médio, definiu os relatos como “completamente absurdos” em entrevista à rede conservadora Fox News na terça-feira.

 

O chefe do Exército israelense, Eyal Zamir, disse na noite de terça-feira que os ataques contra o Irã “atrasaram em anos” os projetos nucleares e de mísseis de Teerã. Nesta quarta-feira, o porta-voz do Exército do Estado judeu, Effie Defrin, considerou que ainda era “muito cedo” para identificar os danos ao programa nuclear iraniano, embora também tenha dito acreditar que as instalações sofreram “um duro golpe”.

 

Ainda assim, a avaliação do Pentágono teve algum respaldo da AIEA. Apesar de Hegseth ter citado o órgão nesta quinta-feira, o diretor da agência, Rafael Grossi, afirmou à Fox News na quarta que, embora o programa atômico iraniano “tenha sido significativamente atrasado”, é difícil determinar se o retrocesso é de meses ou de anos. Ele também questionou a abordagem e afirmou que seus inspetores precisam retornar ao Irã e retomar o engajamento com o país.

 

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— Não gosto dessa abordagem de ampulheta, isso depende do ponto de vista. De qualquer forma, o conhecimento tecnológico está lá, a capacidade industrial está lá, isso ninguém pode negar. Existe uma chance de solução diplomática, uma abertura. Não devemos desperdiçar essa oportunidade. Não importa se são dois ou três meses, o que precisamos é de uma solução que resista ao teste do tempo. 

 

Fonte: O Globo

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