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Secretário de Petrópolis é detido sob acusação de estupro de vulnerável
Foto: Reproduçao

Autoridades investigam denúncia envolvendo criança de 8 anos; defesa nega acusações e prefeitura anuncia exoneração

O secretário de Habitação, Regularização Fundiária e Interesse Social de Petrópolis foi preso nesta sexta-feira (20) por agentes da Polícia Civil do Estado do Rio de Janeiro. A detenção foi realizada por policiais da Delegacia da Criança e do Adolescente Vítima (DCAV).

 

Guilherme Moreira é investigado por suspeita de estupro de vulnerável contra uma criança de 8 anos. A prisão ocorreu no centro da cidade, na Região Serrana do estado.

Segundo a Polícia Civil, a mãe da criança procurou a delegacia especializada no último dia 9 para registrar a denúncia. A partir do relato, foram realizadas diligências que incluíram oitiva especializada com a suposta vítima, depoimentos de testemunhas e análise de documentos. De acordo com os investigadores, o então secretário mantinha convívio com a criança e teria se aproveitado dessa relação para cometer o abuso.

 

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Durante o cumprimento do mandado, os agentes apreenderam cinco armas entre elas dois fuzis além de carregadores, munições e equipamentos eletrônicos. Com isso, Moreira também foi autuado em flagrante por posse ilegal de arma de fogo. A defesa afirmou que ele é CAC (Colecionador, Atirador e Caçador) e que todo o armamento está regularmente registrado.

 

A Prefeitura de Petrópolis informou que exonerou o secretário assim que tomou conhecimento da prisão. Em nota, declarou que os fatos investigados não têm relação com as funções exercidas no cargo e que a administração municipal não compactua com condutas que violem a integridade física, moral ou psicológica de qualquer pessoa. A gestão também afirmou confiar no trabalho das autoridades e colocou-se à disposição para colaborar com as investigações.

 

Em manifestação publicada nas redes sociais pelo escritório de advocacia responsável pela defesa, Moreira nega “de forma veemente” as acusações e afirma não haver provas que sustentem o crime. Os advogados pedem apuração técnica e imparcial dos fatos e criticam qualquer forma de julgamento antecipado.

 

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As investigações seguem em andamento, e os materiais apreendidos passarão por perícia. A polícia também apura se há outras possíveis vítimas. 

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