Jogadoras viveram episódio de protesto, acusações e recuo em pedidos de refúgio durante torneio internacional
A seleção feminina de futebol do Irã retornou ao país nesta quarta-feira (18), após uma trajetória marcada por tensão, protestos e pedidos de asilo durante a disputa da Copa da Ásia Feminina, realizada na Austrália.
O grupo voltou ao território iraniano por via terrestre, cruzando a fronteira com a Turquia pelo posto de Gurbulak, encerrando uma viagem cercada de incertezas.
O episódio ganhou repercussão internacional após algumas atletas se recusarem a cantar o hino nacional antes de uma partida, gesto interpretado como forma de protesto. A atitude ocorreu em meio à crise política envolvendo o país.
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Na ocasião, o cenário era agravado pelo conflito no Oriente Médio e pela morte do líder supremo Ali Khamenei, o que aumentou a pressão sobre a delegação.
A reação foi imediata: a mídia estatal iraniana classificou as jogadoras como “traidoras”, levantando temores sobre possíveis punições no retorno ao país.
PEDIDOS DE ASILO E RECUO
Após a eliminação no torneio, sete integrantes da delegação seis jogadoras e um membro da comissão técnica solicitaram asilo na Austrália, alegando preocupações com a própria segurança.
O governo australiano chegou a conceder vistos humanitários, reconhecendo os riscos envolvidos. No entanto, nos dias seguintes, a maioria das atletas voltou atrás na decisão.
Cinco jogadoras desistiram do pedido de asilo, com a última retirada confirmada na segunda-feira (16), permitindo a reunificação do grupo.
Antes de regressar ao Irã, a delegação permaneceu temporariamente em Kuala Lumpur, após deixar Sydney.
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O retorno encerra um dos episódios mais delicados recentes envolvendo o esporte e a política internacional, levantando questionamentos sobre a segurança e a liberdade de atletas em contextos de crise.