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Sem abrir mão de liderar frente de esquerda, PT e PDT disputam apoio de Lula no RS
Foto: Reproduçao

Reunião no Planalto expõe impasse entre aliados enquanto pré-candidatos mantêm projetos próprios ao governo gaúcho.

A tentativa de construção de uma frente ampla entre PT e PDT para a disputa ao governo do Rio Grande do Sul enfrenta um obstáculo central: nenhum dos partidos admite abrir mão da candidatura própria.

 

Na quarta-feira (11), o presidente Luiz Inácio Lula da Silva recebeu, no Palácio do Planalto, a ex-deputada estadual Juliana Brizola (PDT) e o presidente nacional da sigla, Carlos Lupi. O encontro teve como foco o cenário eleitoral no estado e a possibilidade de composição entre as legendas.

 

Lideranças pedetistas avaliam que a esquerda teria mais chances de vitória se o PT desistisse de lançar candidato e apoiasse a pré-candidatura de Juliana, neta de Leonel Brizola. Caso isso ocorra, seria a primeira vez que o PT gaúcho deixaria de apresentar nome próprio ao governo estadual.

 

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Após a reunião, Lupi classificou a conversa como “franca e respeitosa” e afirmou que Lula ouviu atentamente o pedido de apoio. Dias antes, odirigente pedetista já havia se reunido com o presidente nacional do PT, Edinho Silva, e chegou a indicar que haveria um compromisso de apoio a Juliana versão negada pelo diretório petista no estado.

 

Do lado do PT, o nome mais cotado é o do presidente da Conab, Edegar Pretto. Ele ganhou projeção nas eleições de 2022, quando quase levou a disputa ao segundo turno contra Eduardo Leite, que avançou por diferença inferior a 2.500 votos. O desempenho animou a base petista e fortaleceu sua posição interna.

 

Apesar do interesse declarado na formação de uma frente ampla, tanto Pretto quanto Juliana Brizola afirmam publicamente que não pretendem retirar suas pré-candidaturas. Juliana, inclusive, destacou nas redes sociais que sai “confiante e esperançosa” da reunião com Lula, reforçando a construção de um projeto próprio para o estado.

 

O cenário eleitoral no Rio Grande do Sul segue aberto. O PL deve lançar o deputado federal Luciano Zucco em uma chapa de direita, enquanto o governador Eduardo Leite articula a candidatura do vice-governador Gabriel Souza (MDB) ao centro.

 

Internamente, o PT mantém articulações com partidos aliados como PCdoB, PSol, PV e Rede, além de dialogar com PSB e PDT. Segundo dirigentes petistas, a prioridade é garantir unidade no segundo turno, mesmo que haja mais de uma candidatura no campo progressista na primeira etapa da disputa.

 

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Enquanto as negociações avançam, Pretto já percorre municípios gaúchos em encontros com militantes e reforça que a reeleição de Lula no estado é prioridade estratégica. O desafio, agora, é transformar o discurso de unidade em acordo concreto algo que ainda parece distante diante da disputa pela liderança da chapa. 

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