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Sem Flávio e Michelle, defesa de Bolsonaro assume papel de ponte com a campanha
Foto: Cristiano Mariz/Agência O Globo

Interlocutores afirmam que advogados podem passar a intermediar a comunicação

A campanha do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) deve passar a contar com um novo canal de comunicação com o ex-presidente Jair Bolsonaro. Após a decisão do ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), que proibiu Flávio de visitar o pai por 90 dias, e diante do afastamento de Michelle Bolsonaro das articulações políticas, a equipe de defesa do ex-presidente deverá assumir o papel de intermediária entre Bolsonaro e a pré-campanha.

 

A restrição foi determinada depois que Flávio divulgou uma carta escrita por Jair Bolsonaro e a leu em uma transmissão ao vivo nas redes sociais. Para Moraes, a iniciativa pode ter servido para contornar as medidas cautelares impostas ao ex-presidente, que está proibido de utilizar redes sociais, direta ou indiretamente. Além da suspensão das visitas, o ministro determinou que o caso seja analisado pelo Ministério Público Eleitoral por possível propaganda eleitoral antecipada.

 

Com o novo cenário, os advogados de Bolsonaro deverão ser responsáveis por levar ao ex-presidente informações sobre a campanha e repassar orientações ao núcleo político de Flávio. Nos bastidores, aliados avaliam que a comunicação continuará existindo, mas reconhecem que o uso de intermediários pode tornar o processo mais lento e sujeito a interpretações diferentes.

 

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A mudança ocorre em um momento delicado para a pré-campanha. Michelle Bolsonaro, considerada uma das principais lideranças do grupo entre mulheres e evangélicos, permanece afastada das articulações após o desgaste público com Flávio. Com isso, a campanha perde dois dos principais interlocutores do ex-presidente justamente no período de definição das alianças e estratégias para as eleições de 2026.

 

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A defesa de Flávio classificou a decisão de Moraes como "ilegal e inconstitucional" e informou que recorrerá da medida. Os advogados sustentam que, além de filho, o senador também atua como advogado constituído de Jair Bolsonaro e que a proibição compromete o direito de comunicação entre cliente e defensor. 

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