Governador eleito do Paraná questionou decisão do STF de retirar passaporte de Flávio Bolsonaro (PL)
O governador eleito do Paraná, Sérgio Moro (PL), criticou nesta terça-feira (27) a decisão do ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), que determinou a apreensão dos passaportes do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ). Em publicação nas redes sociais, Moro questionou a medida e afirmou que o episódio demonstra que o Brasil estaria “longe da normalidade institucional”.
Moro destacou que Flávio recebeu cerca de 59,8 milhões de votos no segundo turno da eleição presidencial, realizado no domingo (25), quando foi derrotado por Luiz Inácio Lula da Silva (PT). Para o governador eleito, a proximidade entre o resultado eleitoral e a decisão judicial levanta questionamentos sobre o momento em que a medida foi adotada.
A determinação de Moraes foi tomada no âmbito de um inquérito que investiga suspeitas de lavagem de dinheiro envolvendo Flávio Bolsonaro e o advogado Willer Tomaz. A investigação busca esclarecer possíveis irregularidades financeiras, e as suspeitas ainda dependem de apuração pelas autoridades competentes.
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A ordem judicial estabeleceu que o senador entregasse seus passaportes à Polícia Federal em até 24 horas e também o proibiu de deixar o país. Segundo informações divulgadas nesta terça-feira, o prazo terminou sem que os documentos fossem entregues, e a Polícia Federal adotou medidas para cancelar os passaportes comum e diplomático do parlamentar.
Em que tipo de país o candidato da oposição à presidência, que teve 59 milhões de votos, tem o seu passaporte apreendido no dia seguinte à eleição? O Brasil segue longe da normalidade institucional. No contexto, Flávio deixar o país é compreensível.
— Sergio Moro (@SF_Moro) October 27, 2026
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O caso ganhou repercussão em meio a relatos contraditórios sobre o paradeiro de Flávio e a possibilidade de uma viagem aos Estados Unidos. Enquanto alguns relatos apontaram que ele teria deixado o Brasil, autoridades e aliados apresentaram informações divergentes. Até que haja confirmação oficial, a situação permanece sob apuração, assim como os desdobramentos da decisão judicial questionada por Moro.