Moro foi escalado por Alcolumbre, juntamente com outros dois senadores, para costurar uma proposta que vai selar o acordo com Moraes e Barroso, do STF, pela anistia sem Bolsonaro.
Forçado a entrar na política após brigar com Jair Bolsonaro (PL) - com quem teria negociado uma cadeira no Supremo Tribunal Federal (STF) para largar a magistratura e se tornar "super" ministro -, Sergio Moro (União-PR) voltou a trair o ex-presidente, com quem tem uma relação conturbada.
Enquanto adula bolsonaristas e prega "anistia" - sem falar no PL que beneficiaria o ex-presidente -, Sergio Moro foi um dos escalados pelo presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP) para atuar na proposta de Lei que está sendo negociado junto ao Supremo para reduzir as penas dos golpistas condenados pelo 8 de Janeiro.
A proposta, no entanto, não mexe e pode até endurecer as penas para Bolsonaro e os generais que fazem parte do núcleo crucial da organização criminosa golpista, que já se encontraram no banco dos réus e estão sendo julgados pela primeira turma da corte.
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Segundo informações de Bela Megale, no jornal O Globo, além de Moro, Alcolumbre escalou Rodrigo Pacheco (PSD-MG) e Alessandro Vieira (MDB-SE) para estudar e formatar um projeto em conjunto com a consultoria jurídica do Senado para por fim ao debate sobre o PL da Anistia. Os três foram escalados justamente pelo conhecimento jurídico. Além de Moro, que foi juiz, Vieira atuou como delegado e Pacheco é um dos advogados mais respeitados de Belo Horizonte.
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Alcolumbre teria fechado a negociação diretamente com o presidente do Supremo, Luís Roberto Barroso, uma solução para enterrar de vez o PL da Anistia, única pauta da bancada bolsonarista. No entanto, o presidente do Senado já teria se reunido com Alexandre de Moraes, relator do caso sobre a tentativa de golpe, para tratar do assunto, que envolve um amplo leque de atores, incluindo uma parcela considerável do Centrão, a mídia liberal e a Faria Lima, com vistas à candidatura de Tarcísio Gomes de Freitas (Republicanos) como "anti-Lula" na terceira via em 2026.
Fonte: Revista Forum