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Setembro Amarelo: como a saúde sexual e mental podem andar juntas
Foto: Reprodução

O desejo sexual tem a ver com a sensação de prazer, e quando existe um desequilíbrio emocional é natural que exista dificuldade de relaxar

Uma vida sexual ativa, embora possa fazer bem para a saúde do corpo, não é apenas uma atividade física; ela também promove uma conexão emocional e tem muito a ver com o bem-estar mental de uma pessoa. A interação entre saúde mental e o sexo vai muito além do óbvio. Estudos acadêmicos e clínicos têm demonstrado que a sexualidade é um dos pilares do bem-estar, com impactos profundos tanto na esfera emocional quanto mental.

 

Este mês ocorrem as tradicionais campanhas de Setembro Amarelo, quando o governo e organizações estão voltados para ações de prevenção e cuidado com a saúde mental — e o sexo também está entre os fatores a serem considerados.

 

A sexóloga Michelle Sampaio destaca que pessoas que têm uma vida sexual saudável apresentam menores níveis de depressão e ansiedade, maior satisfação com a vida e melhor qualidade de vida geral.

 

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Partindo do pressuposto de que o nosso organismo está todo interligado, é claro que as partes influenciam umas às outras. A profissional acrescenta que uma boa saúde mental também corrobora com uma boa vida sexual. “Quando a gente tem uma boa saúde mental, consegue viver melhor a nossa sexualidade.”

 

Algumas pessoas até conseguem ter apetite sexual mesmo com diversos problemas passando pela mente, o ideal é que esse seja um tipo de autocuidado presente na rotina.

 

 

“Uma vida sexual consensual e satisfatória traz diversos benefícios psicológicos, como sensação de intimidade e bem-estar”, revela. “A qualidade da vida sexual em parcerias fixas traz uma sensação de conexão que, por si só, promove saúde mental.”

 

Além disso, há evidências de que a intimidade sexual fortalece a autoestima. Sentir-se desejado e emocionalmente conectado ao parceiro pode reforçar a autoconfiança, combatendo sentimentos de isolamento ou inadequação. Isso é particularmente relevante em uma era em que o estresse crônico e o ritmo de vida acelerado frequentemente prejudicam os relacionamentos interpessoais e a saúde emocional.

 

Durante a relação sexual, acontece a liberação de hormônios que transportam para o cérebro a sensação de satisfação e felicidade e, assim, naturalmente, é comum que, após o sexo, o casal se sinta feliz, relaxado e com a autoestima elevada.

 

Fotos: Reprodução

 

Outro ponto fundamental do sexo enquanto benefício para saúde emocional é a redução do estresse, colaborando para a diminuição da tensão e a sensação de relaxamento do corpo e da mente.

 

Ao mesmo tempo, Michelle faz um alerta: “Esse discurso de empoderamento sexual também pode gerar uma expectativa irreal, como a ideia de prazer infinito ou de frequência sexual muito alta.”

 

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“É preciso equilíbrio para que o sexual wellness não vire um objetivo a ser perseguido que acaba criando ansiedade”, acrescenta.


Fonte: Metrópoles

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