Empresas de logística e especialistas monitoram cenário climático e discutem estratégias para reduzir impactos da seca nos rios amazônicos.
Representantes do setor de transportes e logística do Amazonas já começaram a se mobilizar diante da possibilidade de uma nova estiagem em 2026. Apesar das previsões ainda não apontarem consenso sobre a intensidade da seca, empresas e especialistas buscam alternativas para evitar prejuízos à navegação e ao abastecimento da região.
O assunto foi debatido durante reunião realizada no Centro da Indústria do Estado do Amazonas, onde foram apresentados detalhes sobre a TranspoAmazônia 2026, evento marcado para o fim deste mês em Manaus.
Durante o encontro, o especialista Augusto César Barreto Rocha afirmou que os estudos climáticos ainda não permitem confirmar se a estiagem será severa ou apenas dentro da média histórica.
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Segundo ele, pesquisadores e cientistas que acompanham os fenômenos climáticos apontam, até o momento, para uma seca considerada típica, sem consenso sobre um cenário extremo como o registrado nos últimos anos.
A expectativa é que os primeiros impactos da vazante comecem a ser sentidos a partir de julho. Para acompanhar a situação, uma reunião entre a Capitania dos Portos, representantes do governo federal, armadores e associações do setor está marcada para o próximo dia 18 de maio.
A GERENTE DE COMUNICAÇÃO DA SUPERTERMINAIS
, Larissa Holanda, informou que a empresa promoverá um encontro técnico para apresentar projeções climáticas sobre a cheia e a vazante de 2026.
A palestra ocorrerá no dia 13 de maio, no Novotel, e será conduzida pelo professor Francis Wagner, coordenador do Laboratório Climático da Universidade do Estado do Amazonas.
Segundo Larissa, caso uma seca severa seja confirmada, a empresa poderá voltar a utilizar o píer provisório em Itacoatiara, estrutura utilizada nas últimas estiagens para garantir o transporte de mercadorias até Manaus.
O tema também será um dos destaques da TranspoAmazônia 2026, evento idealizado pelo empresário Irani Bertolini, presidente da Federação das Empresas de Logística, Transporte e Agenciamento de Cargas da Amazônia.
Durante a reunião, Bertolini afirmou que o transporte rodoviário integrado ao modal fluvial por meio de Belém deve sofrer menos impactos mesmo em um cenário de estiagem. No entanto, ele destacou que o Rio Madeira poderá enfrentar dificuldades para navegação, exigindo soluções emergenciais por parte das empresas privadas.
O empresário voltou a defender a repavimentação da BR-319, afirmando que a estrada pode reduzir o tempo de transporte de cargas de 15 para nove dias.
Segundo ele, a rodovia não substituiria a cabotagem, mas atenderia principalmente cargas de maior valor agregado, como peças automotivas e ferramentas, enquanto o transporte fluvial continuaria responsável por produtos pesados e matérias-primas destinadas à indústria.
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A TranspoAmazônia 2026 será realizada entre os dias 27 e 29 de maio no Centro de Convenções Vasco Vasques e tem expectativa de movimentar mais de R$ 900 milhões em negócios, além de reunir cerca de 15 mil visitantes.