Estudo indicou prevalência de vaginose bacteriana entre mulheres que fazem sexo com outras mulheres. Veja sintomas e dicas de prevenção
Mulheres que fazem sexo com outras mulheres podem apresentar maior risco de desenvolver vaginose bacteriana, condição causada pelo desequilíbrio da microbiota vaginal. A conclusão é de um estudo recente citado por especialistas em saúde sexual.
A vaginose bacteriana ocorre quando há redução dos lactobacilos, bactérias consideradas protetoras da flora vaginal, com aumento de microrganismos anaeróbios, como a Gardnerella vaginalis. O quadro pode provocar corrimento com odor forte, desconforto e irritação, embora em alguns casos não apresente sintomas.
Pesquisas indicam prevalência maior da condição entre mulheres que mantêm relações com outras mulheres. Em um levantamento da Unesp, a taxa de vaginose foi de cerca de 35,6% entre mulheres com práticas homossexuais, índice superior ao observado entre mulheres heterossexuais. Especialistas avaliam que a troca de fluidos corporais e o compartilhamento de acessórios sexuais podem estar entre os fatores associados ao aumento do risco.
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Apesar da associação, pesquisadores destacam que as causas ainda não são totalmente compreendidas e que a condição não está ligada exclusivamente à orientação sexual. Outros fatores também podem contribuir para o desequilíbrio vaginal, como troca frequente de parceiros, alterações hormonais, uso de produtos irritantes e infecções concomitantes.

Foto: Reprodução
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Especialistas reforçam a importância de acompanhamento ginecológico regular, uso de barreiras de proteção em práticas sexuais quando possível e higienização adequada de brinquedos sexuais para reduzir riscos e favorecer o diagnóstico precoce.