Segundo estudo publicado no Journal of Sex and Marital Therapy, mulheres sem desejo no sexo continuaram ativas por medo de perder a relação
O chamado “sexo por compaixão” acontece quando uma pessoa mantém relações sexuais sem realmente desejar, mas aceita a situação por pena, culpa, medo de magoar o parceiro ou vontade de ajudá-lo emocionalmente. Apesar de poder ocorrer em diferentes tipos de relacionamento, especialistas alertam que a prática pode trazer consequências para a saúde emocional do casal.
A principal diferença está na motivação. Em uma relação sexual saudável, o consentimento deve ser espontâneo e baseado na vontade das pessoas envolvidas. Quando alguém aceita apenas para evitar conflitos, aliviar a culpa ou atender a uma expectativa emocional do parceiro, a experiência pode gerar desconforto e ressentimento.
A prática também pode afetar a autoestima e a percepção que a pessoa tem sobre os próprios limites. Ao repetir relações sem desejo, alguém pode começar a ignorar as próprias necessidades para priorizar constantemente os sentimentos do parceiro.
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Outro problema é que o sexo por compaixão pode mascarar dificuldades existentes na relação. Em vez de conversar sobre falta de desejo, problemas emocionais ou conflitos, o casal pode utilizar a relação sexual como uma forma temporária de evitar o assunto. Com o tempo, isso pode aumentar a distância entre os parceiros.

Foto: Reprodução
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Especialistas recomendam que situações desse tipo sejam tratadas com diálogo e respeito aos limites individuais. Ninguém deve se sentir obrigado a manter relações sexuais para agradar, tranquilizar ou compensar outra pessoa. O consentimento precisa existir de forma livre, sem pressão ou culpa, e qualquer dificuldade persistente pode ser discutida com um profissional especializado.