Fast-fashion chinesa opta por pagamento de US$ 100 milhões para encerrar investigação da Comissão Federal de Comércio dos Estados Unidos
Na última sexta-feira (23/10) a fast-fashion chinesa Shein decidiu por pagar a quantia de US$ 100 milhões, aproximadamente R$ 500 milhões, para a Comissão Federal de Comércio dos Estados Unidos (FTC), para o encerramento do processo contra a empresa após uma série de queixas de consumidores norte-americanos.
A medida adiciona mais desafios para a gigante chinesa, que tem lidado com taxações na Europa e nos EUA, além da queda de suas ações, após abrir capital na Bolsa de Valores de Hong Kong, em setembro de 2026.
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SHEIN E FTC
A situação entre a Shein e a Comissão Federal de Comércio dos Estados Unidos (FTC) iniciou após o registro de mais de 12 mil reclamações contra a fast-fashion chinesa enviados diretamente a instituição do governo norte-americano. As queixas foram contabilizadas de janeiro de 2020 até junho de 2026, tendo como principais reclamações problemas relacionados ao envio dos itens, não recebimento de encomendas e o serviços de atendimento ao cliente não resolvendo os problemas quando acionado.

Queixas a Shein totalizam prejuízo de mais de US$ 11 milhões em compras (cerca R$ 54 milhões), durante o período de janeiro de 2020 a junho de 2026
As partes decidiram por um acordo, em que a Shein fica responsável pelo pagamento de US$ 100 milhões ao FTC. A quantia equivale a 44% do lucro da empresa chinesa no segundo trimestre de 2026.
Em 2026, a Shein vem passando por um período de intensa taxação na Europa e nos EUA, junto a quedas financeiras. A entrada da empresa da Bolsa de Valores de Hong Kong, em 1º de setembro, gerou uma queda de 22% nas ações da marca.

BATALHAS JUDICIAIS NOS EUA
Além da investigação da FTC e as taxações do governo dos EUA, a Shein esteve no centro de duas outras batalhas judiciais. Em 2025, as marcas Brandy Melville e Coach entraram com ações contra a Shein Distribution Corp., dona da Shein, devido a acusações de violação de direitos autorais, cópia de designs e concorrência desleal. No caso da Brandy Melville, a chinesa foi acusada de copiar até mesmo as fotos de divulgação.
Ambos os processos ainda estão em andamento, porém o caso da Brandy Melville recebeu uma decisão parcial, com o Tribunal do Distrito Central da Califórnia rejeitando as acusações de violação de marca registrada e concorrência desleal, e mantendo a investigação sobre violação de direitos autorais.

A SITUAÇÃO DA SHEIN
Desde o final de 2025, a Shein tem estado no centro de diversas decisões nos Estados Unidos e na Europa. Junto com a pressão tarifária, a empresa tem sido alvo de críticas acerca de suas condições de trabalho, origem e autoria dos produtos, assim como questionamentos sobre a ética e sustentabilidade presentes na confecção dos produtos.
Recentemente, a União Europeia (UE) anunciou uma nova taxa de processamento das compras, no valor de € 2. Dessa forma, a partir de 1º de novembro, a taxa total passa a ser de € 5 por pacote. Além disso, alguns países têm aplicado diversas multas à varejista, como uma forma de barrar o crescimento da Shein no país. Em 2025, a empresa foi multada em € 150 milhões (US$ 168 milhões) pela autoridade francesa de proteção de dados pelo uso indevido de cookies.

Imagens:Reprodução
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Junto a investigação da FTC, a Shein ainda tem um processo em tramitação na Comissão Europeia, sobre a acusação de vender produtos ilegais e com design viciante em seu site.
Fonte:Metropóles