Aumento nos casos também atinge gestantes, e campanha Outubro Verde reforça a importância da testagem rápida, do diagnóstico precoce e do tratamento gratuito nas unidades de saúde.
A média mensal de notificações de sífilis em adultos aumentou 12% em Manaus, na comparação com o ano anterior. Diante do crescimento dos registros, a Prefeitura de Manaus intensificou as ações de conscientização por meio da campanha Outubro Verde, que busca ampliar a prevenção, estimular a realização de testes e garantir o diagnóstico precoce da infecção sexualmente transmissível (IST).
Entre as gestantes, o aumento foi de 5,1%, situação que exige atenção especial dos profissionais de saúde. A infecção durante a gravidez pode ser transmitida da mãe para o bebê, provocando a chamada sífilis congênita. Sem diagnóstico e tratamento adequados, a doença pode causar aborto, morte fetal e complicações graves na criança, incluindo problemas de visão e audição.
Por isso, o acompanhamento pré-natal é fundamental para identificar a infecção durante a gestação e iniciar o tratamento o mais cedo possível. A realização dos exames recomendados permite reduzir os riscos de transmissão e prevenir complicações para a mãe e o bebê.
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Para ampliar o acesso ao diagnóstico, as Unidades Básicas de Saúde (UBSs) de Manaus reforçaram a oferta de testes rápidos para sífilis. O procedimento é realizado por meio de uma pequena punção no dedo, com coleta de uma amostra de sangue. O resultado costuma ficar disponível em aproximadamente 30 minutos, facilitando a identificação de casos e o encaminhamento para atendimento.
A sífilis é causada por uma bactéria e sua transmissão ocorre principalmente por meio de relações sexuais sem preservativo. A infecção pode evoluir sem apresentar sinais evidentes, o que aumenta a importância da testagem, especialmente entre pessoas sexualmente ativas e gestantes.
Na fase primária, a doença geralmente provoca uma ferida que não causa dor nem coceira, localizada principalmente nos órgãos genitais, no ânus ou na boca. A lesão pode desaparecer espontaneamente após algumas semanas, mas isso não significa que a infecção foi eliminada. Sem tratamento, a bactéria permanece no organismo e a doença pode avançar.
Na fase secundária, que pode surgir semanas ou meses após o contágio, podem aparecer manchas avermelhadas pelo corpo, inclusive nas palmas das mãos e nas plantas dos pés. Outros sintomas também podem ocorrer, embora algumas pessoas não apresentem manifestações perceptíveis.
Já na fase terciária, que pode se desenvolver anos ou até décadas depois da infecção inicial, a sífilis pode comprometer órgãos e sistemas importantes, como o cardiovascular e o neurológico, além de provocar alterações na visão. A evolução varia conforme cada caso, e a ausência de sintomas não descarta a presença da doença.
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Apesar dos riscos, a sífilis tem cura. O tratamento é disponibilizado gratuitamente pelo Sistema Único de Saúde (SUS), e o diagnóstico precoce é essencial para evitar complicações e interromper a transmissão. A campanha Outubro Verde reforça a orientação para que a população procure uma UBS, realize a testagem e siga as recomendações dos profissionais de saúde.