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Silêncio que ecoa: por que Mônica Melo não diz uma palavra sobre a morte de Ângela Bulbol?
Foto: Reprodução / PORTAL DO ZACARIAS

*Por Antônio Zacarias - A morte da professora e ex-gestora pública Ângela Neves Bulbol de Lima não deixou apenas luto. Deixou perguntas graves, incômodas, e até agora sem resposta.

 

Passados os fatos, chama atenção o silêncio absoluto de Mônica Melo, ex-diretora-presidente do Detran-AM, condutora do veículo que atropelou Ângela dentro do Condomínio Ephygênio Salles. Nenhuma nota, nenhuma manifestação pública, nenhuma palavra de solidariedade à família. Nada.

 

O atropelamento ocorreu em um ambiente privado, com limite máximo de 30 km/h, fartamente sinalizado e com sucessivos redutores de velocidade. Ainda assim, o impacto foi devastador: traumatismo craniano grave, projeção ao solo e relato de que a vítima teria ficado sob o veículo. Um cenário que, no mínimo, exige explicações técnicas e humanas.

 

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Mais inquietante ainda é o fato de a condutora ser alguém que, por formação e função, conhece profundamente as regras de trânsito, os deveres do motorista e as consequências da imprudência. Justamente por isso, o silêncio é perturbador.

 

Também há questionamentos sobre a demora no atendimento do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência, fator decisivo em casos de trauma craniano. Minutos fazem diferença entre a vida e a morte. Por que houve demora? Quem responde por isso?

 

Ninguém está aqui a condenar antes da apuração. Mas questionar não é acusar. Questionar é um direito da sociedade e um dever do jornalismo.

 

O que causa perplexidade é que, diante de uma morte trágica, envolvendo uma figura pública respeitada, o mínimo esperado seria empatia, transparência e disposição para esclarecer os fatos.

 

Ângela Bulbol dedicou mais de quatro décadas ao serviço público e à academia, com passagem marcante pela Universidade Federal do Amazonas e pela gestão estadual, inclusive no governo de Amazonino Mendes. Sua história não pode terminar sob um manto de silêncio constrangedor.

 

Quando uma morte acontece em circunstâncias que não se encaixam no cenário, o silêncio deixa de ser prudência. Passa a ser omissão.

 

E, neste caso, o silêncio de Mônica Melo fala alto demais.

 

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*Antônio Zacarias é fundador e proprietário do PORTAL DO ZACARIAS, atualmente no top 10 dos portais de notícias mais acessados do Brasil. Jornalista experiente, foi editor-geral de diversos jornais da Região Norte, com atuação destacada no Amazonas, onde dirigiu os jornais Diário do Amazonas e O Povo do Amazonas, cujos proprietários eram Dissica Thomaz e o hoje senador Plínio Valério. Durante dois anos, atuou como correspondente do jornal O Globo na Região Norte, a convite de Ascânio Seleme, então coordenador dos correspondentes no Brasil e atual editor-geral de O Globo. Antônio Zacarias é também autor do livro “100 erros de português que todo mundo comete, inclusive você!”, obra voltada à valorização do bom uso da língua portuguesa.

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