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Sindicatos anunciam greve geral na Argentina contra reforma trabalhista de Milei
Foto: Reprodução

A principal central sindical da Argentina anunciou nesta segunda-feira a convocação de uma greve geral nacional para o mesmo dia em que a Câmara dos Deputados deve votar a reforma trabalhista proposta pelo presidente Javier Milei.

 

O projeto, já aprovado pelo Senado, prevê mudanças profundas na legislação trabalhista, como redução das indenizações por demissão, ampliação da jornada para até 12 horas, permissão de pagamentos em bens ou serviços e restrições ao direito de greve — pontos considerados “regressivos” e “inconstitucionais” pelos sindicatos.

 

A Confederação Geral do Trabalho (CGT) confirmou que há consenso interno para a paralisação. Segundo o secretário-geral Cristian Jerónimo, a medida pretende mostrar o descontentamento popular não apenas com a reforma, mas com os rumos econômicos do governo.

 

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A União Geral de Associações de Trabalhadores do Transporte anunciou apoio total ao movimento, garantindo paralisação do transporte terrestre, aéreo e fluvial de passageiros no dia da votação. “Não haverá transporte no dia em que a reforma for debatida”, informou a entidade nas redes sociais.

 

Esta será a quarta greve geral contra as políticas do governo Milei, em meio ao agravamento da crise social, queda do consumo, retração da atividade industrial e sinais claros de recessão. Dados do setor produtivo indicam que, desde dezembro de 2023, cerca de 300 mil empregos foram perdidos e mais de 21 mil empresas fecharam no país.

 

O governo argentino afirma que as mudanças ajudarão a combater a informalidade — que atinge mais de 40% da força de trabalho — e estimular a criação de empregos ao reduzir encargos sobre os empregadores.

 

Enquanto isso, a senadora Patricia Bullrich, presidente da Comissão do Trabalho no Congresso, reuniu-se com Milei na residência presidencial de Olivos. Embora tenha defendido inicialmente o texto aprovado pelo Senado sem alterações, admitiu que o governo avalia flexibilizar um dos artigos mais polêmicos, que reduz pela metade o salário de trabalhadores afastados por doença.

 

O Palácio do Planalto argentino tenta evitar mudanças no projeto que obriguem uma nova votação no Senado, o que atrasaria a aprovação antes do discurso presidencial marcado para 1º de março, quando Milei abre oficialmente o ano legislativo.

 

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Na semana passada, milhares de manifestantes protestaram em frente ao Congresso durante a votação no Senado. O ato terminou em confronto com a polícia e cerca de 30 prisões. A data oficial da greve será formalizada em entrevista coletiva nesta quarta-feira.  

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