Investigação aponta coincidência entre contrato de honorários e transferência via PIX com recursos da associação condominial.
A Polícia Civil concluiu que o síndico Cléber Rosa de Oliveira, acusado de assassinar a corretora Daiane Souza Alves, pode ter utilizado recursos do condomínio que administrava para pagar seus advogados. A suspeita surgiu durante a análise do celular do investigado, apreendido no curso das apurações.
No aparelho, os policiais localizaram um contrato de honorários advocatícios datado de 17 de janeiro, exatamente um mês após o desaparecimento da vítima. Logo em seguida, foi identificada uma movimentação financeira no mesmo valor estipulado no documento.
Segundo as investigações, no dia posterior à assinatura do contrato, o então presidente da associação condominial procurou a delegacia para relatar uma transferência via PIX realizada por Cléber ao próprio filho, Maicon Douglas, com quantia idêntica à prevista no acordo com o advogado. Para os investigadores, a coincidência entre datas e valores reforça a hipótese de que recursos coletivos do condomínio tenham sido desviados para custear a defesa do suspeito.
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O delegado André Luiz, responsável pelo caso em Caldas Novas, informou que a polícia não teve acesso ao teor das conversas entre cliente e advogado, limitando-se à análise documental e financeira.
DETALHES DO HOMICÍDIO
O inquérito principal aponta que Daiane desapareceu em 17 de dezembro de 2025. O corpo foi localizado 42 dias depois, após Cléber confessar o crime e indicar o local onde havia ocultado a vítima, em uma área de mata a cerca de 15 quilômetros do condomínio.
Com base em imagens de câmeras de segurança e dados periciais, a polícia reconstituiu a dinâmica do crime. O ataque teria ocorrido no subsolo do prédio, pouco depois das 19h. De acordo com o relatório, todo o trajeto agressão, transporte do corpo na caminhonete, ocultação e retorno ao condomínio durou aproximadamente 43 minutos.
Um detalhe considerado relevante foi a movimentação do veículo do suspeito: a caminhonete deixou o local com a capota fechada e retornou minutos depois com a capota aberta.
Outro elemento decisivo para a investigação foi a recuperação do celular da vítima. Apesar de o aparelho ter sido danificado e escondido, a perícia conseguiu extrair vídeos gravados por Daiane instantes antes do ataque. Nas imagens, ela registrava a falta de energia elétrica em seu apartamento quando foi surpreendida.
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O relatório final sustenta que o crime teria sido motivado por desavenças relacionadas à locação de imóveis por temporada. Conforme apurado, o síndico teria passado a considerar a atuação profissional da corretora como uma ameaça aos seus interesses.