NOTÍCIAS
Geral
Sobe para seis o número de alunos com sinais de intoxicação após aula de natação em academia de São Paulo
Foto: Reproduçao

Polícia investiga possível reação química na piscina de academia interditada após falhas de segurança e irregularidades no alvará

Subiu para seis o número de pessoas que apresentaram sinais de intoxicação após participarem de uma aula de natação na academia C4 Gym, localizada no Parque São Lucas, na zona leste de São Paulo. Entre as vítimas está a professora Juliana Faustino Bassetto, de 27 anos, que morreu após passar mal durante a atividade e ser internada em um hospital de Santo André, na Grande São Paulo.

 

A confirmação do novo caso foi divulgada pela Secretaria da Segurança Pública (SSP). Trata-se de uma mulher que precisou ser internada depois de participar da mesma aula em que Juliana estava. Além dela, também apresentaram sintomas o marido da professora que nadava ao seu lado no momento do incidente e um adolescente de 14 anos.

 

O caso é investigado pelo 42º Distrito Policial (Parque São Lucas). Funcionários da academia já foram ouvidos, e a Polícia Civil aguarda a conclusão de laudos periciais para identificar quais substâncias podem ter provocado a intoxicação coletiva. As análises estão sendo realizadas pelo Instituto de Criminalística.

 

Veja também 

 

Inclusão em foco: como o CICB transforma acessibilidade em princípio central dos eventos

 

'Os sintomas de câncer de mama da nossa filha foram desprezados pelos médicos porque ela tinha apenas 17 anos

 

Na manhã desta terça-feira (10), a fachada da academia amanheceu pichada com pedidos de justiça e responsabilização. Em nota, a direção da C4 Gym afirmou lamentar profundamente o ocorrido, informou que prestou atendimento imediato aos alunos e declarou estar oferecendo suporte às vítimas e familiares. A empresa também disse colaborar integralmente com as autoridades.

 

Uma das principais hipóteses levantadas pela polícia é a de que uma mistura inadequada de produtos químicos usados na manutenção da piscina tenha provocado uma reação tóxica. Imagens das câmeras de segurança mostram um funcionário deixando um recipiente próximo à área da piscina. Pouco tempo depois, alunos que estavam na água começam a apresentar mal-estar. Juliana aparece sendo retirada do local pelo marido.

 

Segundo o delegado Alexandre Bento, responsável pelo caso, o funcionário encarregado da manutenção da piscina era o manobrista da academia, que ainda não foi localizado e é procurado para prestar depoimento. Ele deverá explicar quais produtos químicos foram utilizados e em quais proporções.

 

Durante perícia realizada no domingo (8), foram encontrados produtos químicos e um recipiente com uma mistura suspeita, que segue em análise laboratorial. De acordo com o delegado, a reação química pode ter provocado a liberação de um gás tóxico, causando asfixia, queimaduras nas vias aéreas e formação de bolhas nos pulmões das vítimas.

 

Curtiu? Siga o PORTAL DO ZACARIAS no FacebookTwitter e no Instagram.

Entre no nosso Grupo de WhatAppCanal e Telegram 

 

Após o ocorrido, a Subprefeitura de Vila Prudente interditou preventivamente a academia ao constatar irregularidades relacionadas à segurança do local. Também foi verificado que o Auto de Licença de Funcionamento estava registrado em nome do antigo proprietário. A Prefeitura de São Paulo informou que iniciou o processo de cassação do alvará do estabelecimento. 

LEIA MAIS
DEIXE SEU COMENTÁRIO

Nome:

Mensagem:

Copyright © 2013 - 2026. Portal do Zacarias - Todos os direitos reservados.