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Sobrevivente de intoxicação em piscina recebe alta após dez dias na UTI em São Paulo
Foto: Reproduçao

Caso na zona leste deixou uma vítima fatal e levou proprietários da academia a responder por homicídio com dolo eventual.

Letícia Oliveira, de 29 anos, recebeu alta hospitalar nesta terça-feira (17/2), após permanecer dez dias internada em decorrência de intoxicação sofrida durante uma aula de natação na academia C4 Gym, no Parque São Lucas, zona leste de São Paulo.

 

Ela foi uma das seis pessoas que ficaram em estado grave depois de utilizarem a piscina do estabelecimento no dia 7 de fevereiro. Letícia precisou ser internada na Unidade de Terapia Intensiva (UTI) após apresentar náuseas, vômitos e diarreia. A filha dela também participou da aula, mas não sofreu complicações.

 

No mesmo dia do incidente, Juliana Faustino Bassetto, de 27 anos, passou mal após a aula e sofreu uma parada cardíaca. Ela chegou a ser levada ao Hospital Santa Helena, em Santo André, mas não resistiu. O marido, Vinicius de Oliveira, de 31 anos, que também esteve na piscina, foi internado em estado grave.

 

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O caso foi registrado no 6º Distrito Policial de Santo André. Além disso, há registro de ao menos outra pessoa internada em estado grave no Hospital Vila Alpina, também na zona leste da capital. Um adolescente que nadou na piscina foi socorrido pelo pai após apresentar dificuldades respiratórias.

 

Os três sócios da academia foram indiciados por homicídio com dolo eventual quando se assume o risco de causar a morte. Segundo o delegado Alexandre Bento, do 42º Distrito Policial (Parque São Lucas), há indícios de que o manobrista do local recebia orientações diretas dos proprietários, via mensagens de WhatsApp, para aplicar produtos químicos na piscina, mesmo sem qualificação técnica.

 

De acordo com a investigação, a quantidade de cloro utilizada diariamente seria equivalente à carga recomendada para uma semana inteira, com o objetivo de manter a aparência da água e evitar o fechamento da piscina.

 

Apesar do indiciamento, a Justiça de São Paulo negou o pedido de prisão dos sócios. A juíza Paula Marie Konno entendeu que não há risco à investigação, uma vez que os investigados se apresentaram espontaneamente à polícia e prestaram esclarecimentos. A academia foi lacrada e passou por perícia.

 

Foram impostas medidas cautelares, como comparecimento mensal à Justiça, proibição de contato com testemunhas, impedimento de se aproximar do endereço da academia e restrição para deixar a comarca por mais de sete dias sem autorização.

 

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Em nota, a defesa afirmou que os empresários aguardam o andamento das investigações em liberdade e que permanecem à disposição das autoridades, confiando na condução técnica e imparcial do caso. 

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