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SOLTURA DE POLICIAL EM CASO DE MORTE DE JOVEM EM MANAUS GERA REVOLTA E ACUSAÇÕES DE OMISSÃO
Foto: Divulgação

Família denuncia violência, intimidação e falhas na investigação após decisão judicial

A decisão que determinou a soltura do aluno-soldado Hudson Marcelo Vilela de Campos provocou forte reação da família de Carlos André Uchoa, de 19 anos, morto durante uma abordagem policial no bairro Alvorada, na madrugada de 19 de abril.

 

Representantes legais da família afirmam que o caso é marcado por falhas graves na condução das investigações e denunciam um cenário de violência, ameaças e possível obstrução de justiça.

 

Até o momento, o inquérito conduzido pela Polícia Civil do Amazonas resultou no indiciamento apenas do sargento Belmiro Wellington Costa Xavier, acusado de homicídio qualificado e porte ilegal de arma de fogo.

 

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A exclusão de Hudson, que dirigia a viatura no momento da ocorrência, é questionada pela defesa da família, que pede sua inclusão formal no processo.

 

Advogados apontam que imagens de câmeras de segurança indicariam a participação ativa de outros policiais na ocorrência. Segundo a defesa, os registros mostram que, após o jovem já estar baleado e caído, Hudson teria descido da viatura e continuado as agressões, em vez de prestar socorro.

 

O óbito de Carlos André foi posteriormente confirmado por equipes do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência.

 

Foto: Divulgação 

 

Além da perda, familiares relatam viver sob constante medo. Segundo a defesa, há denúncias de perseguição e intimidação por parte de agentes de segurança. Um dos episódios mais recentes teria ocorrido após a soltura do policial, quando imagens registraram supostas ações intimidatórias contra parentes da vítima.

 

As denúncias foram encaminhadas ao Ministério Público do Amazonas, que, segundo os advogados, ainda não adotou medidas diante das acusações.

 

Outro ponto de contestação é o sigilo decretado no caso pelo juiz Fabio Lopes Alfaia, com a justificativa de preservar a imagem dos envolvidos. A defesa afirma que também enfrenta dificuldades para acessar integralmente os autos, que estão sob responsabilidade da Delegacia Especializada em Homicídios e Sequestros.


Para os advogados, as restrições comprometem o direito à ampla defesa e à transparência, além de contrariar princípios de direitos humanos.

 

Diante do cenário, a equipe jurídica da família afirma que irá recorrer da decisão e buscar o indiciamento de todos os envolvidos. Entre as medidas previstas estão pedidos para inclusão de Hudson no processo e solicitação de sua prisão preventiva.

 

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O caso segue gerando repercussão e levantando debates sobre a atuação policial e a condução de investigações em situações envolvendo mortes durante abordagens. 

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