Tratamento experimental melhorou a memória e reduziu inflamação e beta-amiloide no cérebro dos animais
Pesquisadores estão estudando um spray nasal produzido a partir de componentes da placenta humana que apresentou resultados promissores contra alterações associadas ao Alzheimer em testes com camundongos. O estudo é experimental e, até o momento, os resultados foram observados apenas em animais, sem comprovação de eficácia ou segurança em seres humanos.
A pesquisa avalia o uso de vesículas extracelulares, pequenas estruturas liberadas pelas células e capazes de transportar moléculas pelo organismo. Administradas pelo nariz, essas estruturas podem alcançar o cérebro e foram associadas à redução de processos relacionados ao avanço da doença nos animais estudados.
Nos experimentos, os pesquisadores observaram efeitos sobre alterações cerebrais ligadas ao Alzheimer, incluindo mecanismos associados à inflamação e ao funcionamento das células nervosas. Os resultados indicam que a estratégia pode ajudar a preservar funções cognitivas, mas ainda são necessários estudos adicionais para entender exatamente como o tratamento atua.
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A utilização da via nasal chama atenção porque ela pode facilitar a chegada de substâncias ao sistema nervoso central, evitando parte das barreiras encontradas por medicamentos administrados por outras vias. Pesquisas anteriores também já investigaram diferentes tipos de sprays nasais contra alterações relacionadas ao Alzheimer em modelos animais.
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Apesar dos resultados iniciais, o spray ainda não pode ser considerado um tratamento comprovado contra o Alzheimer. Os próximos passos envolvem confirmar os efeitos em novos estudos e avaliar segurança e eficácia em humanos. Portanto, os resultados obtidos em camundongos ainda não permitem afirmar que o método terá o mesmo efeito em pacientes.