Nesta última condenação, a Justiça fixou pena de 1 ano, 5 meses e 5 dias de detenção, em regime inicial aberto
O delegado da Polícia Civil do Acre, Luis Tonini, foi condenado pela terceira vez pela Justiça por crimes cometidos contra a ex-namorada. A nova sentença é referente ao descumprimento de medida protetiva de urgência e à tentativa de invasão da residência da vítima. Com a decisão, as penas impostas ao policial já ultrapassam 11 anos de prisão.
Nesta última condenação, a Justiça fixou pena de 1 ano, 5 meses e 5 dias de detenção, em regime inicial aberto. O delegado também foi condenado a pagar R$ 20 mil por danos morais à vítima. As medidas protetivas foram mantidas, e a Corregedoria da Polícia Civil do Acre foi comunicada para avaliar a adoção de medidas administrativas. Ainda cabe recurso da decisão.
Na sentença, o juiz Robson Shelton Medeiros da Silva afirmou que as provas demonstram um comportamento contínuo de perseguição. Segundo o processo, Tonini passava frequentemente em frente à casa da ex-companheira, permanecia nas proximidades e fazia ligações insistentes, mesmo após a imposição das medidas protetivas.
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O magistrado também concluiu que a tentativa de invasão da residência foi planejada. Conforme os autos, o delegado estacionou o carro em uma rua próxima para evitar ser identificado, caminhou até o imóvel durante a noite e utilizou um objeto para tentar atravessar a cerca de proteção.
Ao definir a pena, a Justiça considerou agravantes como o abuso da função pública e o contexto de violência doméstica. A decisão também destaca que a vítima passou a viver sob constante temor, reforçando a segurança da residência com grades e câmeras e iniciando acompanhamento psicológico e psiquiátrico.
A nova condenação se soma a outras duas proferidas neste ano. Em março, Tonini foi condenado por perseguição (stalking), violência doméstica e ao pagamento de indenização por danos morais. Já em maio, recebeu pena de 8 anos, 3 meses e 12 dias de prisão, em regime inicial fechado, pelos crimes de perseguição qualificada, importunação sexual e descumprimento de medida protetiva. Na ocasião, a Justiça também determinou a perda do cargo público.
O caso teve início em julho de 2023, quando o delegado foi preso em flagrante após, segundo a acusação, tentar pular o muro da casa da ex-namorada, em Epitaciolândia. O Ministério Público do Acre afirma que ele perseguiu a vítima por meses, monitorando sua rotina, enviando mensagens insistentes, permanecendo próximo aos locais frequentados por ela e utilizando terceiros para obter informações sobre seus deslocamentos.
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Luis Tonini nega as acusações. Procurado para comentar a nova condenação, ele não se manifestou até a publicação da decisão. Já a Polícia Civil do Acre informou que não comenta casos de natureza pessoal envolvendo seus servidores, mas afirmou que a Corregedoria colaborou com a Justiça durante toda a investigação.