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STF analisa possibilidade de enfermeiros realizarem aborto legal e gera divisão entre entidades médicas e ativistas
Foto: agência brasília

ADPF foi apresentada à Corte no início do ano passado pela Associação Brasileira de Enfermagem

O Supremo Tribunal Federal (STF) voltou a discutir uma proposta que pode autorizar enfermeiros a realizarem procedimentos de aborto legal no Brasil, tema que reacende um forte embate entre entidades da área da saúde, conselhos profissionais e movimentos sociais.

 

A discussão envolve casos já previstos em lei, como gravidez resultante de estupro, risco à vida da gestante e fetos anencéfalos. Atualmente, a realização do procedimento é restrita a médicos, o que, segundo defensores da proposta, contribui para filas, demora no atendimento e dificuldade de acesso ao serviço em algumas regiões do país.

 

A possibilidade de ampliação do procedimento para enfermeiros e técnicos em enfermagem, no entanto, enfrenta resistência de entidades médicas. O Conselho Federal de Medicina e outros grupos argumentam que o procedimento exige formação médica específica e maior nível de complexidade técnica, além de riscos clínicos e jurídicos para os profissionais envolvidos.

 

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Do outro lado, organizações ligadas à enfermagem e setores da saúde pública defendem que a medida poderia ampliar o acesso ao aborto legal no Sistema Único de Saúde, especialmente em áreas com escassez de médicos, reduzindo barreiras para vítimas que têm direito ao procedimento.

 

O tema já havia sido objeto de uma decisão liminar no próprio STF, posteriormente derrubada pela maioria dos ministros, que entendeu que a autorização não deveria valer sem uma discussão mais aprofundada no plenário da Corte.

 

Na ocasião, os ministros também destacaram a necessidade de maior debate técnico e jurídico sobre a extensão das responsabilidades profissionais em procedimentos dessa natureza, especialmente diante das divergências entre categorias da saúde.

 

Enquanto o julgamento definitivo não avança, o assunto segue provocando forte reação política e institucional, com pressão de diferentes lados para influenciar a decisão final do Supremo.

 

Nos bastidores, a avaliação é de que o caso pode estabelecer um novo marco na organização dos serviços de saúde reprodutiva no país, além de redefinir os limites de atuação de profissionais de enfermagem em procedimentos de maior complexidade.

 

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A expectativa é de que o STF volte a se debruçar sobre o tema em meio a um cenário de forte polarização, tanto dentro da comunidade médica quanto no debate público mais amplo. 

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