O Superior Tribunal de Justiça (STJ) decidiu por unanimidade, na manhã desta terça-feira, afastar o ministro Marco Buzzi do cargo após o surgimento de novas denúncias de importunação sexual formalizadas junto ao Conselho Nacional de Justiça (CNJ).
A sessão foi rápida e marcada por forte comoção entre os integrantes da Corte. Segundo relatos internos, o clima foi de perplexidade e indignação diante das acusações apresentadas por duas mulheres diferentes. Trechos dos depoimentos das supostas vítimas foram lidos durante a reunião, que ocorreu sem a presença do magistrado.
Ainda de acordo com informações apuradas, os ministros ouviram as acusações em absoluto silêncio, sem qualquer manifestação de defesa ao colega.
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Com a decisão, Marco Buzzi fica impedido de utilizar gabinete, veículo oficial e todas as prerrogativas ligadas ao exercício da função enquanto durar o afastamento.
NOVAS DENÚNCIAS
A medida foi tomada após a formalização de uma nova reclamação disciplinar, baseada no depoimento de uma ex-assessora do ministro. A denúncia se soma a outra apresentada anteriormente por uma jovem de 18 anos, filha de amigos do magistrado, que teria sido vítima de importunação durante férias na casa de praia dele, em Santa Catarina.
A Corregedoria Nacional de Justiça instaurou procedimento para apurar os novos fatos. Fontes da Corte relataram ainda que, após o registro da segunda denúncia, pessoas ligadas ao ministro teriam tentado contato com outros magistrados por meio de aplicativos de mensagens, atitude considerada inadequada por integrantes do tribunal.
NOTA DO MINISTRO
Em mensagem enviada aos colegas, Marco Buzzi afirmou ser inocente e disse estar profundamente abalado com as acusações. Ele informou que está internado em um hospital, sob acompanhamento cardíaco e emocional.
“Repudio os fatos que me são imputados. Tudo isso está causando sofrimento à minha família”, escreveu. O ministro também declarou que pretende provar sua inocência e lamentou o desgaste causado à imagem do STJ.
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INVESTIGAÇÃO EM ANDAMENTO
Com a nova denúncia, o CNJ abriu mais uma reclamação disciplinar contra o magistrado. As investigações seguem em andamento para apurar todas as acusações. O caso gerou forte repercussão no Judiciário e reforça o debate sobre conduta, assédio e responsabilidade de autoridades públicas.