Mesmo afastado, Marco Buzzi continuava recebendo cerca de R$ 100 mil líquidos, apesar de regras do CNJ preverem a suspensão de verbas extras nesses casos. Em maio, o valor caiu para aproximadamente R$ 35 mil
O Superior Tribunal de Justiça (STJ) suspendeu os chamados “penduricalhos” pagos ao ministro Marco Buzzi, afastado cautelarmente da Corte desde fevereiro após denúncias de importunação sexual.
Com a decisão, a remuneração líquida do magistrado caiu de mais de R$ 100 mil para cerca de R$ 35 mil mensais. Os valores extras vinham sendo pagos mesmo durante o período de afastamento do ministro.
Segundo as informações divulgadas, os adicionais suspensos eram verbas indenizatórias e gratificações conhecidas popularmente como “penduricalhos”, benefícios que frequentemente permitem salários acima do teto constitucional do funcionalismo público.
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Marco Buzzi está afastado do STJ desde 10 de fevereiro por decisão unânime da Corte, enquanto são investigadas acusações de importunação sexual envolvendo uma jovem de 18 anos em Balneário Camboriú, em Santa Catarina.
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Contracheque de maio do ministro Marco Buzzi,
referente ao salário de abril (Foto: Reprodução)
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O caso também é analisado pelo Supremo Tribunal Federal (STF), sob relatoria do ministro Nunes Marques. A defesa de Buzzi nega as acusações e afirma que o magistrado não praticou qualquer ato impróprio.