As autoridades suíças anunciaram neste sábado a abertura de uma investigação criminal contra dois gerentes do bar incendiado na noite de Réveillon na estação de esqui de Crans-Montana, que deixou 40 mortos e 119 feridos.
Os gerentes de nacionalidade francesa “são acusados de homicídio culposo, lesões corporais culposas e incêndio culposo”, informaram em comunicado a polícia e o gabinete da Procuradoria-Geral do cantão de Valais, sem mencionar prisão provisória. Ao final dessa investigação, o Ministério Público decidirá se arquiva o caso ou se apresenta denúncia formal.
“A investigação foi aberta porque há suspeitas, mas enquanto não houver condenação, prevalece a presunção de inocência”, afirmou à imprensa a procuradora-geral do cantão do Valais, Béatrice Pilloud. Os proprietários do bar Le Constellation são um casal de franceses, Jacques Moretti e Jessica Moretti.
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Donos de quatro bares e restaurantes em Crans-Montana e arredores, eles foram interrogados no início da investigação “na condição de pessoas chamadas a prestar informações”, havia informado a promotora na sexta-feira.
Ela acrescentou que, segundo os primeiros elementos da apuração, o fogo teria começado “por velas acesas ou fogos de artifício tipo bengala colocados sobre garrafas de champanhe”, cujas chamas teriam incendiado o teto do porão do estabelecimento.
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Além do uso dessas velas, os investigadores analisam os acessos ao porão e a espuma — um isolante acústico — que reveste o espaço do bar, a qual parece ter pegado fogo rapidamente, segundo vídeos que circulam nas redes sociais. “A investigação vai determinar se essa espuma está de acordo com as normas”, declarou Pilloud na sexta-feira.
Fonte: O Globo