Enquanto as empresas fazem promessas, especialistas acreditam que a AGI é questão de tempo
A inteligência artificial geral (AGI) está no centro das discussões do setor de tecnologia. Desde o lançamento do ChatGPT, no final de 2022, os avanços em IA têm deixado big techs e desenvolvedoras cada vez mais ambiciosas em ir além.
O próximo passo é chegar na AGI, que promete um patamar de inteligência e capacidade superior ao dos seres humanos. No entanto, ainda há dúvidas se é possível chegar lá. E, se sim, quando isso deve acontecer.
O Olhar Digital conversou com o doutor Álvaro Machado Dias, professor da UNIFESP, neurocientista e futurista, para entender mais sobre as expectativas para o futuro da tecnologia.
Veja também

Usuários do Tinder nos EUA terão de enviar vídeo selfie para confirmar identidade
Messenger e WhatsApp vão ajudá-lo a identificar potenciais fraudes
Segundo a Bloomberg, a ideia começou a ser ventilada em meados dos anos 2000, popularizada pelo cientista da computação Ben Goertzel no livro “Inteligência Artificial Geral”.
Com a chegada do ChatGPT e a popularização da inteligência artificial generativa, a ideia de uma tecnologia ainda mais avançada tomou conta das ambições das empresas – e dos países. Há um temor geral de que a China alcance a AGI antes dos EUA, por exemplo, tornando esse progresso uma verdadeira meta para o setor.

No entanto, a definição de AGI não é exatamente clara. A OpenAI, do ChatGPT, a define como sistemas que superam humanos na maioria das tarefas economicamente úteis. Já a DeepMind, braço de pesquisa em IA do Google, foca menos no aspecto econômico e aborda a versatilidade, como superar humanos em trabalhos úteis ou aprender novas habilidades com poucos recursos.
Por outro lado, a ARC Prize Foundation, organização sem fins lucrativos responsável por um benchmark famoso no treinamento de IA, diz que a definição vai além do valor econômico. A ONG acredita que tem a ver com a capacidade de adquirir novas habilidades com eficiência mesmo fora de treinamento.

Fotos: Reprodução
Há, ainda, empresas que preferem outros termos para caracterizar a IA que supera humanos. Dario Amodei, CEO da desenvolvedora Anthropic (responsável pelo Claude), a chama de “IA poderosa”. Já Mustafa Suleyman, chefe de IA da Microsoft, diz “IA capaz”. Mais recentemente, Meta e OpenAI começaram a ventilar o termo “superinteligência artificial”, um sistema que seria até mais poderoso do que a AGI. Grande parte das companhias do setor de tecnologia está em busca desse avanço. Porém, no final das contas, não há uma definição única, o que dificulta traçar uma meta objetiva.
No ano passado, a OpenAI divulgou um roteiro de cinco estágios para chegar até a AGI, começando com os chatbots que deram início à popularização (como o ChatGPT), indo até modelos capazes de “auxiliar na invenção” e “fazer o trabalho de uma organização”.
Curtiu? Siga o PORTAL DO ZACARIAS no Facebook, Twitter e no Instagram
Entre no nosso Grupo de WhatApp, Canal e Telegram
Mas há dúvidas se chegaremos lá. Apesar do entusiasmo das empresas, alguns especialistas ainda duvidam da capacidade da tecnologia. Uma pesquisa realizada em março deste ano e publicada pelo Painel Presidencial da AAAI sobre o Futuro da Pesquisa em IA reuniu centenas de pesquisadores, que chegaram no consenso de que escalar os sistemas atuais não é suficiente para chegar à AGI.
Fonte: Olhar Digital