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Superlotação gera crise na rede de urgência e deixa ambulâncias do Samu retidas em hospital de Manaus. VEJA VÍDEO
Foto: Divulgação

Suspensão temporária de novos politraumas no João Lúcio provocou retenção de ambulâncias e acendeu alerta sobre a capacidade da rede pública de saúde na capital.

Uma situação de superlotação na rede pública de saúde provocou uma crise no atendimento de urgência e emergência em Manaus na noite de segunda-feira (20). O Hospital e Pronto-Socorro Dr. João Lúcio Machado, na Zona Leste da capital, suspendeu temporariamente o recebimento de novos pacientes vítimas de politraumas encaminhados pelo Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu), devido à alta ocupação da unidade.

 

A medida passou a valer por volta das 18h e gerou impactos imediatos no atendimento pré-hospitalar. Ambulâncias do Samu permaneceram retidas no hospital por várias horas, já que pacientes estabilizados continuavam ocupando as macas das viaturas enquanto aguardavam vagas em leitos ou transferência para outros setores da rede.

 

Com as macas indisponíveis, as equipes de socorro ficaram impedidas de retornar às bases para atender novas ocorrências. A retenção das ambulâncias reduziu a capacidade operacional do Samu justamente no período de maior demanda, quando há aumento de acidentes de trânsito, casos de violência e outras emergências que exigem resposta rápida.

 

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A sobrecarga também afetou outras unidades da capital. O Hospital e Pronto-Socorro 28 de Agosto, localizado na Zona Centro-Sul, também estaria operando próximo do limite de sua capacidade, dificultando a redistribuição dos pacientes e reduzindo as alternativas para o encaminhamento de casos graves.

 

O cenário provocou um efeito em cadeia no sistema de urgência e emergência, comprometendo o fluxo de atendimento desde o resgate realizado pelo Samu até a internação hospitalar. Com parte da frota parada nas unidades de saúde, o tempo de resposta para novas chamadas pode ter sido impactado, aumentando a preocupação entre profissionais da área e usuários do sistema.

 

Diante da situação, o portal Amazônia Press solicitou esclarecimentos à Secretaria de Estado de Saúde do Amazonas (SES-AM) e à Secretaria Municipal de Saúde (Semsa), responsável pela coordenação do Samu em Manaus, para saber quais medidas estão sendo adotadas para normalizar o atendimento, liberar as ambulâncias retidas e garantir a continuidade da assistência aos pacientes.

 

Até o momento, os órgãos públicos ainda não divulgaram informações oficiais detalhando as causas da suspensão temporária do recebimento de politraumatizados no Hospital João Lúcio, nem apresentaram um plano de contingência para restabelecer plenamente o fluxo de atendimento na rede de urgência e emergência da capital. 

 

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