Selic foi reduzida a 13,75% e taxa americana subiu para faixa entre 3,75% e 4%. Investidores agora avaliam os sinais sobre os próximos passos, que podem afetar dólar e crédito no Brasil
A chamada “Superquarta” movimenta os mercados nesta quarta-feira (16), com decisões sobre juros no Brasil e nos Estados Unidos. O resultado das reuniões do Banco Central e do Federal Reserve pode influenciar investimentos, dólar, crédito e outros itens que afetam diretamente a vida financeira dos brasileiros.
No Brasil, o Comitê de Política Monetária (Copom) avalia a trajetória da Selic, atualmente em 14% ao ano. A taxa básica de juros serve de referência para diversas operações financeiras e influencia o custo de empréstimos, financiamentos e parcelamentos. Quando os juros permanecem elevados, o crédito tende a ficar mais caro e o consumo pode ser afetado.
A decisão também interessa a quem investe. Aplicações de renda fixa, como títulos públicos e alguns investimentos bancários, costumam ser beneficiadas por juros elevados. Já uma eventual redução da Selic pode alterar a rentabilidade dessas aplicações e, ao mesmo tempo, melhorar as condições para quem precisa contratar crédito.
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Nos Estados Unidos, a decisão do Federal Reserve também pode provocar reflexos no Brasil. Mudanças nos juros americanos influenciam o fluxo internacional de recursos, o comportamento do dólar e a cotação de ativos brasileiros. Uma alteração na diferença entre os juros dos dois países pode mudar a atratividade de investimentos em cada mercado.
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Para o consumidor, os efeitos não aparecem necessariamente de forma imediata. O comportamento da Selic e dos juros americanos pode repercutir gradualmente sobre empréstimos, financiamentos, investimentos, câmbio e preços. Por isso, a “Superquarta” é acompanhada de perto pelo mercado, já que as decisões tomadas pelos bancos centrais ajudam a definir as condições financeiras dos próximos meses.