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Supremacista que matou 10 pessoas negras em Nova York diz que júri não era diverso e pede anulação de julgamento
Foto: Reprodução

Juiz chamou pedido de incongruente, já que o crime cometido foi motivado por preconceito racial

O supremacista branco Payton Gendron, autor do massacre que deixou 10 pessoas negras mortas em supermercado em Nova York (EUA), quer que a Justiça anule as acusações federais contra ele. Na última quinta-feira (15/8), durante uma audiência, seus advogados alegaram que o júri que o indiciou não tinha a representatividade suficiente de outras minorias.

 

O ataque ocorreu em 2022 e foi motivado por ódio racial, segundo as autoridades. Armado e usando equipamento de proteção, Payton viajou horas até Buffalo, escolhendo o local de forma premeditada por estar situado em um bairro de maioria negra. No tiroteio, ele matou vítimas com idades entre 32 e 86 anos e deixou três feridos.

 

Atualmente, Payton cumpre 10 penas de prisão perpétua após se declararculpado de assassinato e outras acusações no tribunal estadual. No processo federal, ele responde por crimes de ódio e porte de arma de fogo, e pode enfrentar a pena de morte caso seja condenado.

 

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Durante a audiência, o juiz responsável pelo caso classificou como "um pouco incongruente" a alegação sobre a falta de diversidade racial no júri, já que o próprio crime foi motivado por preconceito racial. A acusação rebateu o pedido, afirmando que a queixa não é suficiente para anular o processo.

 

Segundo a defesa, a escolha dos jurados violaria seu direito constitucional de ser julgado por um grupo que represente a diversidade da comunidade.

 

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O julgamento federal está previsto para começar no próximo ano. A defesa também tenta impedir a pena de morte alegando que, na época do crime, Payton tinha 18 anos, idade em que, segundo especialistas citados por eles, o cérebro ainda estaria em desenvolvimento.

 

Fonte: Terra

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