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Surfe: Campeão cita luta contra racismo como 'virada de chave' para conquista de circuito
Foto: Reprodução

Weslley Dantas é o grande campeão do Circuito Banco do Brasil de Surfe 2025. A vaga nas quartas de final do torneio na Praia do Futuro, em Fortaleza (CE), deu o título antecipado do circuito, válido pelo Qualifying Series da WSL, ao surfista de Ubatuba (SP), que foi coroado após ficar com a 5ª colocação no torneio cearense neste domingo, 14.

 

Ao Terra, Weslley deu detalhes sobre como 'virou a chave' para atingir marcas expressivas no surfe, visando a elite mundial da modalidade, em sua luta contra o racismo as questões mentais provocadas pela discriminação.

 

"[Entre as dificuldades], acho que minha cor e o mental que isso causou. Acho que foi o mais difícil para mim. Quando superei isso, parece que é onde virei a chave, onde ficou mais fácil, então foi o momento que estive mais com Deus, que Ele me explicou que o mundo é difícil. A gente passa por diversas coisas", citou. 

 

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O campeão também citou o ano de 2020, quando performava bem até que teve que paralisar as competições por conta da pandemia de covid-19.  "Eu estava bem, não tinha começado, ainda, o Challenger Series, e eu tinha feito um 2º colocado em Fernando de Noronha. Aconteceu a pandemia e todo mundo se deu mal. Foi com tudo que eu sentia, sofria, que comecei a perceber Deus do meu lado, que as coisas ficaram mais leve e começou a acontecer o que vem acontecendo", explicou. 

 

Patrocinado pelo cantor L7NNON e tendo Pedro Scooby como mentor, o surfista citou os parceiros como fatores que engrandecem sua carreira e exaltou a conquista do circuito. 

 

"Só tenho a agradecer  a eles pelo patrocínio. Quando começou o circuito, foi um sonho pensar em hoje e o troféu na minha mão. Quando a gente está ali na água, é muita energia, coração, é tudo em jogo ali. Quando ganha algo como esse troféu, parece que você recupera tudo que guerrilhou, o que sofreu, então para mim é gratificante", afirma. 

 

"Eu acho que às vezes faltava cabeça, uma questão física, mas na real acho que faltava Deus, que foi o que faltou pra dar aquele pingo no I. E Graças a Deus a gente vem mostrando aí o resultado que está fazendo", finaliza.  O Circuito Banco do Brasil de 2025 também teve como campeã a peruana Daniella Rosas, que não participou da etapa na capital cearense.

 

A liga, por sua vez, também celebrou a conclusão do Circuito Banco do Brasil de Surfe que, em 2025, percorreu cinco cidades do litoral brasileiro, com o Ceará como palco da decisão. Desde 2022, são 18 etapas realizadas em 12 'picos' diferentes. 

 

Ao Terra, Ivan Martinho, presidente da WSL na América Latina, destacou o impacto do circuito para as comunidades locais e aos atletas que buscam a ascensão no surfe: "Estamos falando de 2 mil inscrições, mais de 600 atletas, com uma grande parcela abaixo de 18 anos, ou seja, essa é justamente o intuito, revelar os talentos da nova geração, de fazer a sucessão da Brazilian Storm". 

 

"O circuito tem preocupações com vários impactos, primeiro o esportivo, de trazer e dar oportunidade para meninos e meninas do Brasil inteiro. Tem o social, por onde a gente passa, geramos emprego. São mais de 60 profissões que cada evento emprega, todos são impactados efetivamente", acrescenta. 

 

Martinho também detalhou o trabalho de sustentabilidade realizado em cada etapa: "99% do que é usado no evento é reaproveitado, só 1% vai para descarte. É algo que está na nossa missão, e a gente quer continuar, 2026 tem mais por aí". Neste domingo, foram revelados os últimos campeões da etapa do Circuito Banco do Brasil de Surfe de 2025. A disputa começou quente logo nas primeiras baterias do dia, com a definição dos semifinalistas. 

 

Nas finais da competição, quatro cearenses avançaram para a briga pelo título da Praia do Futuro: entre as mulheres, Silvana Lima e Juliana Santos se enfrentaram e, entre os homens, a disputa ficou entre Cauã Costa, embaixador da etapa, e Michel Roque. 

 

Na final feminina, Juliana Santos venceu a veterana para faturar o troféu. Sob olhares atentos da torcida local e da própria família, que se emocionou após a classificação da surfista para a decisão, Juliana dominou a bateria desde o início e, com a troca de notas, levou o título com o somatório de 10.50, contra 5.70 de Silvana Lima.

 

Já na decisão masculina, Michel Roque levou a vitória em grande estilo. O veterano teve uma das maiores somatórias gerais do evento, 14.67, contra 9.73 do adversário, e contou com apoio massivo da torcida local a cada onda surfada no pico.

 

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Além dos 2.000 pontos no ranking do Qualifying Series sul-americano da World Surf League, os campeões também faturaram prêmio de R$ 10 mil com a conquista.

 

Fonte:Terra

 

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