A confirmação de um foco da doença de Newcastle em uma propriedade de avicultura comercial em Santa Catarina ampliou as restrições internacionais às exportações brasileiras de produtos avícolas. Segundo balanço divulgado nesta quarta-feira pelo Ministério da Agricultura, a Malásia suspendeu as importações desses produtos de todo o Brasil, enquanto Arábia Saudita e Chile restringiram as compras provenientes de Santa Catarina.
O caso foi identificado em um estabelecimento de criação comercial de perus para corte, localizado no município de Nova Itaberaba, no oeste catarinense.
Antes das novas medidas, o México já havia suspendido as importações de produtos avícolas de todo o território brasileiro. A China, por sua vez, havia restringido as compras de produtos provenientes de Santa Catarina.
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As restrições impostas pela Malásia e pelo México abrangem carne de aves, produtos cárneos, miúdos, aves vivas, ovos férteis, pintinhos de até três dias e aves ornamentais, canoras ou de rapina destinadas à comercialização, além de aves de companhia.
No caso da Arábia Saudita e do Chile, as suspensões se aplicam aos produtos originários de Santa Catarina. Entre os itens afetados estão carne fresca de aves, produtos cárneos, ovos férteis, ovos SPF, pintinhos de um dia, aves ornamentais e ovos destinados ao consumo humano.
Em nota, o Ministério da Agricultura reforçou que os produtos avícolas submetidos à inspeção oficial continuam seguros para consumo.
“O consumo de produtos avícolas submetidos à inspeção oficial permanece seguro, sem contraindicações”, informou a pasta.
O ministério também afirmou que mantém contato com as autoridades sanitárias dos países importadores para fornecer informações técnicas sobre o foco da doença e as medidas de controle adotadas no Brasil.
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Segundo o órgão, as negociações buscam garantir transparência e viabilizar a retomada segura do comércio internacional, de acordo com as exigências sanitárias de cada mercado.
O governo federal informou ainda que acompanha a situação nos demais países compradores e monitora possíveis novas restrições às exportações brasileiras.