Epidemia provocada pelo vírus Bundibugyo deixou quase 3 mil mortos e se tornou a mais letal já registrada no país
A República Democrática do Congo (RDC) contabilizou 6.041 casos confirmados de Ebola e 2.911 mortes desde o início do atual surto, segundo dados divulgados pelas autoridades de saúde nesta segunda-feira (31). A epidemia, iniciada em maio, já é considerada a mais mortal registrada no país.
O surto começou na província de Ituri, no nordeste da RDC, e é causado pelo vírus Bundibugyo, uma cepa para a qual ainda não existem vacina ou tratamento específico aprovados. A doença se espalhou para outras seis províncias das regiões norte e leste, áreas marcadas pela fragilidade da presença estatal e pela atuação de grupos armados.
Além das mortes, as autoridades informaram que 1.366 pessoas se recuperaram da doença desde o começo da epidemia.
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De acordo com as autoridades sanitárias, a infecção pelo vírus Bundibugyo pode apresentar sintomas aparentemente leves nos primeiros estágios. Essa característica pode dificultar a identificação precoce dos casos e contribuir para a disseminação da doença.
A cepa ainda é pouco estudada, e diferentes vacinas e tratamentos estão sendo avaliados em pesquisas. Até então, a variante Zaire era responsável pela maioria dos surtos de Ebola registrados na República Democrática do Congo.
Diante da ausência de uma vacina específica contra o vírus Bundibugyo, a Organização Mundial da Saúde (OMS) recomendou a realização de um ensaio clínico de fase 3 utilizando a Ervebo, imunizante aprovado contra a cepa Zaire.
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As autoridades de saúde continuam monitorando a evolução do surto e adotando medidas para identificar novos casos, ampliar o atendimento aos pacientes e conter a transmissão da doença.