Com mais de 2 mil mortes confirmadas, o surto de Ebola no Congo avança em ritmo acelerado e mobiliza autoridades de saúde em uma das maiores epidemias já registradas.
A República Democrática do Congo enfrenta uma rápida escalada do surto de Ebola causado pelo vírus Bundibugyo. Dados atualizados pela Organização Mundial da Saúde (OMS) nesta sexta-feira (14) apontam que o país já registra 4.566 casos confirmados e 2.128 mortes, consolidando uma das maiores epidemias da doença já registradas.
O avanço tem sido acelerado. Em apenas dez dias, os casos passaram de 3.973 para 4.566, enquanto o número de mortes aumentou de 1.801 para 2.128, evidenciando a velocidade da transmissão em diferentes regiões do país.
Segundo o diretor-geral da OMS, Tedros Adhanom Ghebreyesus, trata-se da segunda maior epidemia de Ebola da história e da que apresenta um dos ritmos de crescimento mais rápidos já observados.
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O governo congolês declarou oficialmente o surto em 15 de maio de 2026, marcando o 17º episódio de Ebola registrado no país. Dois dias depois, a OMS classificou a situação como uma Emergência de Saúde Pública de Importância Internacional, envolvendo também Uganda.
A variante Bundibugyo, responsável pela atual epidemia, ainda não possui vacina licenciada nem tratamento específico aprovado. Os pacientes recebem cuidados de suporte para controlar os sintomas e reduzir as complicações.
DESAFIOS DIFICULTAM O CONTROLE
As autoridades de saúde enfrentam diversos obstáculos para conter o avanço da doença. Entre eles estão dificuldades para rastrear pessoas que tiveram contato com infectados, deslocamentos populacionais, conflitos em algumas regiões, estradas precárias, desinformação e limitações no acesso aos serviços de saúde.
Grande parte dos casos continua concentrada na província de Ituri, uma das áreas mais afetadas pela emergência sanitária.
SINTOMAS E TRANSMISSÃO
Os sintomas do Ebola costumam surgir entre dois e 21 dias após a infecção. A transmissão só ocorre quando a pessoa começa a apresentar manifestações da doença.
Os principais sinais incluem:
Febre e calafrios;
Dor de cabeça intensa;
Fraqueza e dores musculares;
Vômitos e diarreia;
Dor abdominal;
Falta de apetite;
Dor ao engolir;
Sangramentos nos casos mais graves.
O vírus é transmitido pelo contato direto com sangue, tecidos ou outros fluidos corporais de pessoas infectadas, além de objetos contaminados e cadáveres de vítimas da doença.
BRASIL MANTÉM MONITORAMENTO
Até o momento, o Brasil não registra casos relacionados ao atual surto no Congo. Ainda assim, o Ministério da Saúde publicou orientações para identificação, investigação e manejo de casos suspeitos, reforçando o monitoramento diante da emergência internacional.
Enquanto isso, a OMS e o Centro Africano de Controle e Prevenção de Doenças defendem a ampliação do diagnóstico, do isolamento de pacientes, do rastreamento de contatos e do trabalho junto às comunidades como medidas essenciais para interromper a cadeia de transmissão.
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