Últimos voos devem levar passageiros da Austrália e dos Países Baixos; navio parte ainda hoje rumo à Holanda após operação ligada ao surto de hantavírus
As autoridades da Espanha devem concluir nesta segunda-feira a grande operação de repatriação dos passageiros e tripulantes do navio de luxo MV Hondius, após um grave surto de hantavírus registrado durante a viagem marítima que passou por regiões isoladas da América do Sul e do Atlântico Sul.
O caso chamou atenção de autoridades sanitárias do mundo inteiro depois que pelo menos três pessoas morreram e outros passageiros apresentaram sintomas da doença, considerada rara e extremamente perigosa. O navio ficou vários dias isolado em alto-mar enquanto equipes médicas internacionais definiam um plano para retirada segura dos ocupantes.
O MV Hondius chegou às Ilhas Canárias, na Espanha, cercado por rígidos protocolos de segurança. Passageiros começaram a desembarcar usando equipamentos de proteção, sendo levados diretamente para aeroportos e centros de monitoramento médico sem contato com a população local.
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Segundo autoridades internacionais, mais de 140 pessoas de diferentes nacionalidades estavam a bordo da embarcação. A repatriação vem sendo realizada em etapas, com voos organizados pelos próprios governos dos passageiros envolvidos.
O surto teria começado após um passageiro contrair a chamada cepa andina do hantavírus durante passagem pela região da Patagônia, na Argentina. A doença pode causar febre intensa, dores no corpo e graves complicações respiratórias.
A Organização Mundial da Saúde acompanha o caso e afirmou que o risco de transmissão em massa é considerado baixo, apesar da preocupação gerada pelo episódio. Especialistas explicam que o vírus normalmente é transmitido por roedores, mas a variante identificada no navio possui registros raros de transmissão entre humanos em contatos muito próximos.
Entre as vítimas fatais estão um casal holandês e um passageiro alemão. Outros ocupantes continuam sendo monitorados pelas autoridades de saúde em diferentes países. Dois novos casos positivos também foram confirmados após o desembarque dos passageiros.
O clima de tensão tomou conta do cruzeiro nos últimos dias. Relatos apontam que muitos passageiros passaram parte da viagem confinados dentro das cabines enquanto equipes médicas tentavam controlar o avanço da doença a bordo.
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A embarcação deverá seguir para a Holanda, onde passará por um processo completo de desinfecção após o fim da evacuação internacional.