Após semanas de tensão no navio MV Hondius, capitão deixa embarcação sem sintomas enquanto autoridades seguem monitorando possíveis novos casos da doença.
O capitão do navio de cruzeiro MV Hondius, Jan Dobrogowski, desembarcou da embarcação neste sábado (23), após o fim da operação de retirada de passageiros e tripulantes do local onde ocorreu um surto de hantavírus. A informação foi confirmada pelo diretor-geral da Organização Mundial da Saúde (OMS), Tedros Adhanom Ghebreyesus.
Segundo Tedros, o comandante deixou o navio sem apresentar sintomas da doença. Até o momento, a OMS contabiliza 12 casos confirmados de hantavírus relacionados ao cruzeiro e três mortes registradas desde o início do surto.
“Acabei de receber a última mensagem do capitão Jan Dobrogowski, que finalmente desembarcou do navio de cruzeiro MV Hondius hoje. Ele permanece sem sintomas de hantavírus”, afirmou Tedros.
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Ainda de acordo com a OMS, todos os passageiros e integrantes da tripulação permanecem em quarentena e sob monitoramento médico rigoroso para identificação rápida de possíveis novos casos.
Tedros também destacou a atuação do comandante durante a crise sanitária enfrentada pela embarcação. “Sou profundamente grato pela cooperação e liderança de Jan, que conduziu o navio por uma jornada extraordinária e assustadora”, declarou.
As investigações iniciais apontam que o primeiro caso da doença pode ter sido contraído antes mesmo do embarque no cruzeiro, possivelmente durante contato em terra firme. No entanto, análises preliminares feitas pela OMS indicam evidências de transmissão entre pessoas dentro do navio.
Segundo a entidade, exames genéticos mostraram alta similaridade entre os casos identificados a bordo, reforçando a hipótese de disseminação durante a viagem.
O hantavírus é uma doença grave transmitida principalmente pelo contato com fezes, urina ou saliva de roedores contaminados. Em situações raras, algumas variantes podem apresentar transmissão entre pessoas.
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Apesar do surto, a OMS informou anteriormente que não há indícios de uma disseminação global da doença. Ainda assim, autoridades de saúde alertam que novos casos podem surgir nas próximas semanas devido ao longo período de incubação do vírus.