País contabiliza 5.182 diagnósticos em 2026; Pensilvânia concentra a maior quantidade de infecções, enquanto autoridades estaduais relatam mortes associadas à doença
Os Estados Unidos registraram 5.182 casos confirmados de sarampo em 2026, o maior número anual da doença em 35 anos. O levantamento foi divulgado pelos Centros de Controle e Prevenção de Doenças (CDC) na sexta-feira (6) e aponta um avanço das infecções em diferentes regiões do país.
A Pensilvânia é o estado mais afetado, com 1.487 casos confirmados e 287 internações até sexta-feira. Outros estados, como Wisconsin, Nova York, Carolina do Sul e Utah, também enfrentam aumento de registros da doença.
O cenário também preocupa pelas mortes associadas ao sarampo. Em Wisconsin, um bebê morreu após contrair a doença na quinta-feira (5). Já em Nova York, foi registrada, no início da semana, a primeira morte associada ao vírus no estado em mais de 30 anos.
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Segundo os dados nacionais, 96% dos pacientes diagnosticados em 2026 não estavam vacinados ou tinham situação vacinal desconhecida. O CDC também contabilizou 43 surtos ao longo do ano, com a maioria das infecções relacionada a essas ocorrências.
Entre as faixas etárias, pessoas com 20 anos ou mais representam 2.132 casos. Na população de 5 a 19 anos, foram registrados 2.104 diagnósticos, enquanto crianças menores de 5 anos somaram 908 ocorrências.
O sarampo é uma doença viral altamente contagiosa, transmitida pelo ar e por partículas respiratórias. Os principais sintomas incluem febre, tosse, coriza, conjuntivite e manchas vermelhas na pele. Em situações mais graves, a infecção pode provocar pneumonia e encefalite, especialmente em crianças pequenas.
A vacinação com a tríplice viral, que também protege contra caxumba e rubéola, é a principal forma de prevenção. No Brasil, o Ministério da Saúde recomenda duas doses para garantir a proteção, conforme o calendário nacional de vacinação.
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O avanço da doença nos Estados Unidos também acendeu um alerta para outros países das Américas. A Organização Pan-Americana da Saúde (Opas) deve avaliar se os Estados Unidos ainda atendem aos critérios para manter o reconhecimento de país que eliminou a transmissão sustentada do sarampo, condição alcançada em 2000.