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Surto em cruzeiro coloca hantavírus em alerta e especialistas explicam riscos da doença
Foto: Divulgação

Infecção transmitida por roedores pode causar complicações graves, mas especialistas descartam risco de nova pandemia global.

O recente surto de hantavirose relacionado ao navio MV Hondius reacendeu o alerta internacional sobre a doença, considerada rara, mas potencialmente perigosa. O caso mobilizou autoridades de saúde, incluindo a Organização Mundial da Saúde, que acompanha a investigação de casos suspeitos após viagens pela América do Sul e pelo Atlântico.

 

Apesar da preocupação, especialistas afirmam que o hantavírus possui características muito diferentes das doenças respiratórias que provocaram pandemias recentes, como a Covid-19. Segundo médicos, a transmissão entre pessoas é extremamente rara e não há sinais de disseminação em larga escala.

 

As investigações apontam que o principal risco de infecção esteve ligado ao contato indireto com ambientes contaminados por roedores silvestres, principalmente durante passeios em áreas naturais, trilhas e locais fechados com pouca ventilação.

 

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De acordo com o Ministério da Saúde, a hantavirose é causada por vírus presentes em urina, fezes e saliva de ratos silvestres. A transmissão ocorre principalmente pela inalação de partículas contaminadas suspensas no ar.

 

Galpões, depósitos, casas fechadas por muito tempo e ambientes com sujeira acumulada aumentam significativamente o risco de exposição ao vírus.

 

Entre os principais sintomas da doença estão febre alta, dores musculares, dor de cabeça, náuseas, vômitos, cansaço intenso e dificuldade para respirar. Nos casos mais graves, a infecção pode comprometer rapidamente os pulmões e exigir internação hospitalar.

 

Atualmente, não existe vacina nem antiviral específico contra o hantavírus. O tratamento é feito com suporte clínico, monitoramento da respiração e estabilização do paciente em ambiente hospitalar.

 

Dados do Sistema de Informação de Agravos de Notificação mostram que a doença segue presente no Brasil, embora em baixa incidência. Foram registrados 35 casos em 2025 e, em 2026, oito confirmações até o momento, com maior concentração na região Sul do país.

 

A infectologista Paula Pinhão reforçou que a população deve buscar informação confiável e manter medidas preventivas, sem alarmismo.

 

“A maioria das variantes do hantavírus não apresenta transmissão sustentada entre humanos. Existem registros raros associados ao hantavírus dos Andes, mas são situações específicas e monitoradas”, explicou a especialista.

 

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Autoridades de saúde recomendam evitar contato com locais infestados por roedores, manter ambientes limpos e ventilados e utilizar proteção adequada ao realizar limpeza em espaços fechados ou abandonados. 

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