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Survodutida reduz gordura no fígado em até quase 60% e marca nova disputa entre ''canetas'' da obesidade
Foto: Reprodução

No congresso da Associação Americana de Diabetes, a disputa entre os remédios para obesidade deixou de premiar apenas quem emagrece mais. A survodutida se destacou ao apresentar um feito incomum de medir: reduzir a gordura escondida dentro do fígado

Um novo medicamento experimental para o tratamento da obesidade, chamado survodutida, apresentou resultados promissores em estudos clínicos ao reduzir significativamente a gordura no fígado de pacientes. De acordo com dados de pesquisa em fase avançada, cerca de 60% dos participantes tiveram melhora expressiva no acúmulo de gordura hepática, o que reforça o potencial da substância no combate às doenças metabólicas.

 

A substância é aplicada em formato de injeção semanal e pertence a uma nova geração de medicamentos conhecidos como “canetas emagrecedoras”. Diferente de tratamentos anteriores, ela atua em dois mecanismos hormonais ao mesmo tempo, combinando efeitos que reduzem o apetite e aumentam o gasto energético, o que pode potencializar a perda de peso e a melhora metabólica.

 

Nos estudos clínicos mais recentes, além da redução da gordura no fígado, os pacientes também apresentaram perda de peso significativa ao longo de mais de um ano de tratamento. Em alguns grupos analisados, a redução média do peso ultrapassou 15%, acompanhada de melhora em indicadores ligados à saúde metabólica.

 

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Especialistas apontam que o impacto no fígado é um dos pontos mais importantes da nova classe de medicamentos, já que a esteatose hepática está diretamente ligada à obesidade e ao risco de evolução para quadros mais graves, como inflamação e fibrose. O avanço coloca a survodutida no centro da disputa entre farmacêuticas que desenvolvem terapias semelhantes para obesidade e doenças associadas.

 

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O cenário também reforça uma tendência crescente na medicina: o tratamento da obesidade como condição crônica e multifatorial, que exige abordagens farmacológicas associadas a mudanças de estilo de vida. Mesmo com resultados animadores, os pesquisadores destacam que os medicamentos ainda estão em fase de estudos e dependem de aprovação regulatória antes de chegarem ao mercado. 

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