Com exame mais simples e acessível, SUS amplia prevenção e aposta no diagnóstico precoce do câncer colorretal.
O Sistema Único de Saúde anunciou um novo protocolo para rastreamento do câncer colorretal que promete ampliar o diagnóstico precoce da doença em milhões de brasileiros. A principal novidade é a adoção do Teste Imunoquímico Fecal (FIT) como exame de referência para pessoas assintomáticas entre 50 e 75 anos.
A medida foi divulgada pelo Ministério da Saúde nesta quinta-feira e deve alcançar mais de 40 milhões de pessoas em todo o país.
O exame FIT identifica a presença de sangue oculto nas fezes, um dos possíveis sinais iniciais de câncer de intestino, pólipos ou lesões pré-cancerígenas. O objetivo é detectar alterações ainda nas fases silenciosas da doença, antes do aparecimento de sintomas.
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Diferente da colonoscopia, o teste é considerado menos invasivo e mais simples de realizar. Ele não exige preparo intestinal nem restrições alimentares, o que pode facilitar a adesão da população ao rastreamento preventivo.
A presidente da Sociedade Brasileira de Oncologia Clínica, Clarissa Baldotto, destacou que a implementação representa um avanço importante, principalmente em regiões onde a colonoscopia ainda possui acesso limitado.
Segundo a especialista, o FIT funciona como uma ferramenta inicial de triagem e não substitui a colonoscopia. Pacientes com resultado positivo serão encaminhados para o exame complementar, responsável por confirmar ou descartar a presença de tumores e lesões no intestino.
O Ministério da Saúde reforça que o diagnóstico precoce aumenta significativamente as chances de cura do câncer colorretal, um dos tipos mais frequentes no país e que costuma evoluir de forma silenciosa nos estágios iniciais.
Entre os principais sintomas de alerta estão sangue nas fezes, alterações persistentes no funcionamento intestinal, dores abdominais, anemia e perda de peso sem causa aparente.
Especialistas também alertam para fatores de risco associados à doença, como envelhecimento, obesidade, sedentarismo, tabagismo, consumo excessivo de álcool, alimentação inadequada e histórico familiar.
O FIT já é utilizado na rede privada de saúde e apresenta alta precisão na identificação de sangue humano nas fezes, reduzindo a ocorrência de resultados falso-positivos observados em métodos mais antigos.
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Segundo especialistas, quando identificado precocemente, o câncer colorretal pode ter índices de cura próximos de 90%, dependendo do estágio da doença e da resposta ao tratamento.