Estados e municípios terão prazo de até 180 dias para implementar a nova terapia nos serviços de saúde do SUS
O Ministério da Saúde incorporou ao Sistema Único de Saúde (SUS) uma nova opção de tratamento para pacientes imunocomprometidos diagnosticados com leishmaniose visceral. A partir da decisão publicada pela Secretaria de Ciência, Tecnologia e Inovação em Saúde (SCTIE) nesta quinta-feira (2), a rede pública passará a oferecer a combinação dos medicamentos anfotericina B lipossomal e miltefosina.
Estados e municípios terão prazo de até 180 dias para implementar a nova terapia nos serviços de saúde do SUS.
A leishmaniose visceral é uma doença infecciosa de evolução crônica e, quando não tratada, pode levar à morte em até 90% dos casos, segundo o Ministério da Saúde. A enfermidade é causada pelo protozoário Leishmania chagasi e transmitida pela picada da fêmea do flebotomíneo, conhecido popularmente como mosquito-palha, birigui, asa-dura ou tatuquira.
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A transmissão ocorre quando o inseto pica cães ou outros animais infectados e, posteriormente, transmite o parasita ao ser humano.
Entre os principais sintomas da doença estão febre prolongada, aumento do fígado e do baço, perda de peso, fraqueza, redução da força muscular e anemia. Diante desses sinais, a recomendação é procurar atendimento médico o quanto antes para diagnóstico e início do tratamento.
O Ministério da Saúde reforça que a principal forma de prevenção é o combate ao mosquito transmissor. Entre as medidas recomendadas estão a limpeza frequente de quintais, retirada de folhas, frutos e matéria orgânica em decomposição, destinação adequada do lixo, higienização dos abrigos de animais domésticos e manutenção desses animais afastados das residências durante a noite.
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Em áreas com maior incidência da doença, também pode ser indicada a aplicação de inseticidas em imóveis e abrigos de animais como forma de reduzir a circulação do vetor e conter a transmissão da leishmaniose visceral.