Novo serviço oferece até 100 mil atendimentos por mês e também contempla familiares que cuidam de pessoas com deficiência e doenças raras
O Sistema Único de Saúde (SUS) passou a oferecer um novo serviço de atendimento psicológico remoto voltado a mulheres que sofreram violência e a mães e familiares que cuidam de pessoas com deficiência, transtornos do neurodesenvolvimento ou doenças raras.
A iniciativa foi apresentada nesta segunda-feira (24), em Brasília, pela primeira-dama Rosângela Lula da Silva, a Janja, e pelo ministro da Saúde, Alexandre Padilha. O programa prevê até 100 mil teleatendimentos por mês.
O serviço está disponível pelo aplicativo Meu SUS Digital, na opção Acolhe Mais. O atendimento é realizado de forma sigilosa por profissionais especializados e pode funcionar tanto como acompanhamento em saúde mental quanto como porta de entrada para a Rede de Atenção Psicossocial (RAPS).
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Cada usuária poderá realizar até 10 sessões. Depois desse período, caso seja necessário continuar o acompanhamento, poderá ser iniciado um novo ciclo ou feito encaminhamento para um Centro de Atenção Psicossocial (CAPS) ou outro serviço da rede pública.
Os atendimentos acontecem de segunda a sexta-feira, das 8h às 20h, e aos sábados, das 8h às 14h. A equipe é formada por psicólogas mulheres, com o objetivo de proporcionar maior segurança e conforto às pacientes.
COMO ACESSAR
Para utilizar o serviço, é necessário entrar no aplicativo Meu SUS Digital com uma conta gov.br. Na área “Miniapps”, a usuária deve selecionar a opção “Acolhe Mais + – Agora Tem Especialistas em Saúde Mental para Mulheres”.
Depois, será direcionada à plataforma da AgSUS, onde deverá realizar o cadastro e informar se busca atendimento por ter vivenciado violência ou por ser cuidadora de uma pessoa.
Em até 24 horas, a equipe entrará em contato para definir a data e o horário da consulta. A paciente receberá lembretes e, no dia marcado, terá acesso ao link para a sessão.
Nos casos relacionados à violência, o primeiro atendimento será utilizado para avaliar possíveis riscos, a rede de apoio e as necessidades da mulher. Situações de emergência poderão receber orientação para busca imediata de serviços como o Samu ou a Polícia Militar.
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Quando não houver risco imediato, mas for identificada uma situação grave, a equipe poderá encaminhar a paciente para os serviços de saúde disponíveis em sua região, conforme as necessidades identificadas durante o atendimento.