Foragido da Justiça e condenado por outro feminicídio, homem confessa assassinato de jovem em Santarém após tentar criar um álibi para despistar a polícia.
A Polícia Civil do Pará apresentou, nesta quarta-feira (29), novos detalhes sobre a investigação que levou à prisão do homem suspeito de assassinar a jovem Dayse Diniz, encontrada morta em uma área de mata na comunidade São Brás, na região do Eixo Forte, em Santarém, no oeste paraense. O investigado confessou o crime e responderá por feminicídio e ocultação de cadáver.
Dayse estava desaparecida desde a noite da última quinta-feira (23). Após o registro do boletim de ocorrência na 16ª Seccional Urbana de Polícia, uma força-tarefa formada pela Delegacia Especializada no Atendimento à Mulher (Deam), Núcleo de Apoio à Investigação (NAI), Núcleo de Inteligência Policial (NIP), Polícia Militar e Corpo de Bombeiros iniciou as buscas pela jovem.
Infelizmente, as diligências terminaram de forma trágica com a localização do corpo da vítima em uma área de vegetação.
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Durante coletiva de imprensa, o superintendente regional da Polícia Civil, delegado Jardel Guimarães, lamentou o desfecho do caso e destacou o trabalho investigativo que permitiu identificar rapidamente o autor do crime.
Segundo ele, a Polícia Civil mantém o compromisso de investigar todos os casos com rigor e ressaltou que este foi o terceiro feminicídio esclarecido na região em um curto período de tempo.
As investigações apontaram que Dayse não conhecia o suspeito antes da noite em que desapareceu. Conforme explicou a delegada Mila Moura, a jovem conheceu uma pessoa naquela ocasião e acabou seguindo até uma chácara na comunidade São Brás. O homem apontado como autor do crime já estava no local e permaneceu na propriedade durante toda a noite.
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Ainda de acordo com a delegada, o suspeito afirmou que havia ingerido grande quantidade de bebida alcoólica, mas não apresentou qualquer motivo para o assassinato. A polícia informou que não existia vínculo anterior entre ele e a vítima.
Outro detalhe que chamou a atenção dos investigadores foi a tentativa do criminoso de criar um álibi. Dias após o homicídio, ele praticou um roubo sem utilizar arma de fogo. Durante o interrogatório, confessou que cometeu o crime propositalmente para ser preso e, assim, afastar suspeitas sobre o feminicídio.
Ao ser detido pelo roubo, o homem apresentou um nome falso, identificando-se como "Sidney". No entanto, a Polícia Civil descobriu que sua verdadeira identidade era João Pedro Pereira dos Santos.
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João Pedro já condenado por outro feminicídio
e estava foragido do Sistema Prisional
Foto: Reprodução
Com a identificação correta, os policiais constataram que João Pedro era foragido do sistema prisional do Pará e já havia sido condenado por outro feminicídio cometido no município de Uruará. Segundo a polícia, ele havia fugido da unidade prisional onde cumpria pena.
As autoridades também informaram que, até o momento, não há indícios da participação de outras pessoas no assassinato. A possibilidade de violência sexual ainda será esclarecida por meio dos exames realizados pela perícia oficial.
O suspeito permanece preso e responderá pelos crimes de feminicídio e ocultação de cadáver. O inquérito segue sob responsabilidade da Delegacia Especializada no Atendimento à Mulher, que dará continuidade às investigações até a conclusão do caso.
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A delegada Márcia Rabelo destacou que este é o terceiro feminicídio solucionado pela Polícia Civil em aproximadamente 15 dias, resultado do trabalho integrado entre as unidades especializadas da corporação.
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