NOTÍCIAS
Geral
Suspeito de fraude bilionária no INSS bloqueia acesso a celular durante sessão da Comissão Parlamentar Mista de Inquérito
Foto: Divulgação

Empresário reiniciou iPhone diante de parlamentares e impediu extração de dados pela perícia

Apontado como suspeito de participar de um esquema que pode ter desviado até R$ 1,4 bilhão do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) por meio de fraudes em biometrias faciais e assinaturas digitais de aposentados, o empresário Igor Dias Delecrode teria usado os próprios recursos de segurança do iPhone para dificultar o avanço das investigações conduzidas pela Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI) no Congresso Nacional.

 

De acordo com relatório da Polícia Federal, o empresário acionou o mecanismo de reinicialização do aparelho logo após a CPMI aprovar a apreensão do celular, em sessão realizada em 10 de novembro de 2025. O procedimento ocorreu diante dos integrantes da comissão, que não teriam percebido a manobra no momento.

 

Segundo a perícia, ao desligar e reiniciar o dispositivo um iPhone 17 Pro Max.

 

Veja também 

 

Conflito no Oriente Médio acende alerta no agro brasileiro e pressiona embarques de frango

 

Jovem sequestrada em Maravilha é achada morta horas depois no Sertão de Alagoas

 

o telefone entrou no estado conhecido como “Antes do Primeiro Desbloqueio”. Nesse modo, as chaves de criptografia são descarregadas da memória do aparelho, o que impede o acesso a mensagens, arquivos e registros internos sem a senha do usuário.

 

Imagens da sessão analisadas pelos peritos indicam que, após a ordem de apreensão, Delecrode pressionou os botões laterais do celular e deslizou o dedo pela tela, procedimento típico para desligar modelos mais recentes da Apple. O laudo técnico aponta que o aparelho foi reiniciado às 19h37 daquele dia, passando a operar em modo de proteção máxima.

 

A Polícia Federal registrou que “não foi possível extrair os dados da memória interna do dispositivo”, ressaltando que a análise dependeria do fornecimento da senha. O empresário se recusou a informá-la, seguindo orientação do advogado Levy Magno, que argumentou que a apreensão exigiria autorização judicial. O pedido de devolução do aparelho foi negado.

 

A apreensão foi aprovada por votação simbólica a partir de requerimento do relator da CPMI do INSS, deputado Alfredo Gaspar (União Brasil). Após a decisão, o telefone foi entregue ao presidente do colegiado, senador Carlos Viana (Podemos), que o encaminhou à Polícia Legislativa.

 

Em fevereiro deste ano, Gaspar e Viana chegaram a solicitar à Justiça a prisão preventiva do empresário, mas ele permanece em liberdade.

 

NOVOS CAMINHOS DA INVESTIGAÇÃO

 

Diante do bloqueio do aparelho, investigadores recomendam a busca por dados armazenados em nuvem e a quebra de sigilo telefônico junto à operadora Claro, vinculada ao número utilizado pelo suspeito. Também foi sugerida a apuração de um número internacional identificado durante a perícia.

 

A Polícia do Senado concluiu haver coerência entre as imagens da sessão, os registros internos do aparelho e o bloqueio constatado pela perícia federal, indicando que o procedimento foi realizado pelo próprio usuário com a finalidade de proteger as informações.

 

As investigações apuram se Delecrode teria atuado em conluio com entidades como a Associação de Amparo Social ao Aposentado e Pensionista (Aasap), Amar Brasil Clube de Benefícios, Master Prev, Andapp e AAPEN.

 

Curtiu? Siga o PORTAL DO ZACARIAS no FacebookTwitter e no Instagram.

Entre no nosso Grupo de WhatAppCanal e Telegram 

 

Para os investigadores, o uso estratégico dos recursos de segurança do celular foi determinante para impedir o acesso imediato às informações e impactou diretamente o andamento das apurações sobre as suspeitas de fraudes no INSS. 

LEIA MAIS
DEIXE SEU COMENTÁRIO

Nome:

Mensagem:

Copyright © 2013 - 2026. Portal do Zacarias - Todos os direitos reservados.