Vítima possuía apólices de seguro de vida que variavam de R$ 2 milhões a R$ 10 milhões em seu nome. Companheiro é suspeito e foi preso
Um homem identificado como Fernando Curti Tavares foi preso em São Paulo, suspeito de envolvimento na morte do companheiro, de 21 anos, encontrado sem vida em uma banheira de hidromassagem de um motel na Barra Funda, zona oeste da capital paulista. O caso aconteceu na madrugada de 1º de outubro e, inicialmente, foi registrado como morte acidental.
A investigação da Polícia Civil identificou apólices de seguro de vida que somavam cerca de R$ 15 milhões em nome da vítima. Segundo os investigadores, Fernando era o único beneficiário dos contratos e teria acionado os seguros poucas horas após a morte do jovem. A polícia apura se o interesse nas indenizações teria sido a motivação do crime.
Em seu depoimento inicial, o suspeito afirmou que estava com a vítima na banheira e que saiu para tomar banho em outro espaço da suíte. Ao retornar, cerca de 20 minutos depois, teria encontrado o companheiro desacordado. No entanto, os investigadores apontaram inconsistências nessa versão, já que a disposição dos ambientes permitiria observar a banheira a partir do local onde ele disse estar.
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O laudo pericial também levantou suspeitas sobre a hipótese de afogamento acidental. Exames identificaram lesões nos dedos, nas mãos e nos antebraços da vítima, além de ferimentos na boca e hemorragias profundas na região do pescoço. Para os investigadores, os sinais podem ser compatíveis com agressão física, imobilização e compressão cervical antes de a vítima ser mantida submersa.
Outro ponto que chamou a atenção dos policiais foi o fato de o suspeito ter restaurado o celular às configurações de fábrica quando soube que o aparelho seria apreendido. A mãe do jovem, por sua vez, declarou que desconhecia o relacionamento e também não sabia da existência dos seguros de vida.
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O caso é investigado pelo Departamento Estadual de Homicídios e de Proteção à Pessoa (DHPP), que apura a hipótese de homicídio doloso e busca esclarecer as circunstâncias da morte. Até a conclusão das investigações e eventual julgamento, o homem permanece na condição de suspeito, e as acusações ainda dependem de comprovação judicial.