Governador afirmou que corporação deve ser respeitada e garantiu que eventuais determinações judiciais serão cumpridas.
O governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), saiu em defesa da Polícia Civil paulista nesta terça-feira (25), após questionamentos sobre a atuação da corporação em uma investigação envolvendo a produtora responsável pelo filme “Dark Horse”.
A manifestação ocorreu depois que o ministro Flávio Dino, do Supremo Tribunal Federal (STF), autorizou a Polícia Federal (PF) a ter acesso a informações relacionadas à operação que investiga a empresa.
Questionado sobre a possibilidade de a Polícia Civil compartilhar os documentos solicitados e sobre críticas de opositores da família Bolsonaro, que acusam a corporação de dificultar o andamento da investigação, Tarcísio afirmou que a polícia estadual atua de forma profissional e independente.
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“Isso é um desrespeito com a Polícia de São Paulo, que é uma polícia extremamente profissional, é uma polícia de Estado, não é uma polícia de governo”, declarou.
O governador também afirmou que decisões judiciais devem ser cumpridas pelas instituições responsáveis.
“As instituições policiais merecem respeito e, obviamente, se tem uma determinação judicial, determinação vai ser cumprida”, completou.
A empresária Karina Ferreira da Gama, responsável pelo Instituto Conhecer Brasil (ICB), é investigada por suspeita de irregularidades envolvendo um contrato de R$ 108 milhões firmado com a Prefeitura de São Paulo para a instalação e fornecimento de internet Wi-Fi na capital.
Ela também está à frente da Go Up Entertainment, produtora responsável pela cinebiografia de Jair Bolsonaro, intitulada “Dark Horse”.
Segundo Tarcísio, as instituições seguem os procedimentos previstos na legislação e os profissionais responsáveis pelo caso continuam conduzindo as apurações. Ele afirmou ainda que eventuais determinações judiciais serão cumpridas conforme forem apresentadas.
CADASTRO DE AGRESSORES
A declaração do governador ocorreu durante sua participação no VII Seminário de Enfrentamento à Violência Doméstica, realizado em Santana, na zona norte de São Paulo.
Durante o evento, Tarcísio também defendeu a criação de um cadastro público de homens acusados de violência doméstica. Segundo ele, a medida permitiria que mulheres tivessem acesso a informações sobre possíveis antecedentes de parceiros que estejam sob medidas protetivas.
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O governador também mencionou a possibilidade de estabelecer restrições para agressores condenados, incluindo limitações para ocupar cargos públicos, acessar programas habitacionais da CDHU e obter determinadas linhas de crédito.