Empresas de capital americano sediadas no Brasil também sofrerão, na avaliação de Jorio Dauster
Negociador da dívida externa do Brasil entre 1990 e 1991 e embaixador junto à União Europeia de 1991 a 1999, Jorio Dauster avalia que, após o tarifaço de 50% anunciado ontem por Donald Trump, o governo Lula deveria "não retaliar e sim reduzir as importações procedentes dos EUA diversificando a pauta de fornecedores, sobretudo de óleo diesel". Mais: deveria também "acelerar a aproximação com União Europeia, China e outros países asiáticos."
Dauster sugere ainda mais dois caminhos:
*"Protestar formalmente contra a imposição de tarifas por critérios políticos."
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*"Mostrar que os EUA têm pequeno superávit comercial com o Brasil e imenso superávit na área de serviços."
E conclui:
— O Brasil não vai morrer se 12% de suas vendas externas sofrerem substancial redução, mas alguns setores da agroindústria que apoiam abertamente Jair Bolsonaro vão pagar um preço bem salgado. Empresas de capital americano sediadas no Brasil também sofrerão.
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Fonte: O Globo