Comércio bilateral somou US$ 36,4 bilhões entre janeiro e junho, 12,8% abaixo do registrado no mesmo período de 2025, devido ao tarifaço
As exportações brasileiras para os Estados Unidos registraram queda no primeiro semestre de 2026 em meio aos impactos do chamado “tarifaço” imposto pelo governo norte-americano. A redução nas vendas preocupa setores da economia brasileira que dependem do mercado dos EUA.
Segundo dados do comércio exterior, os embarques do Brasil para o mercado americano recuaram em comparação com o mesmo período do ano passado. A retração foi influenciada pelas novas tarifas e pela perda de competitividade de alguns produtos brasileiros diante das barreiras comerciais.
Entre os setores mais afetados estão segmentos do agronegócio e da indústria, que enfrentaram dificuldades para manter o ritmo de vendas aos Estados Unidos. O café, a celulose e outros produtos brasileiros perderam espaço no mercado norte-americano durante o período.
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Apesar da queda acumulada, houve uma reação em junho, quando as exportações brasileiras para os EUA apresentaram crescimento de 3,7%, segundo dados da Secretaria de Comércio Exterior (Secex). O resultado, porém, ainda não foi suficiente para reverter o desempenho negativo registrado ao longo do semestre.
Especialistas avaliam que empresas brasileiras podem buscar novos mercados para reduzir a dependência das vendas aos Estados Unidos. A China e outros parceiros comerciais aparecem como alternativas para compensar parte das perdas provocadas pelas mudanças nas regras de importação americanas.
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O cenário segue sendo acompanhado pelo governo brasileiro e pelo setor produtivo, que tentam avaliar os próximos impactos das tarifas sobre empregos, investimentos e competitividade das empresas nacionais no comércio internacional.