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Técnicos de enfermagem são apontados como responsáveis por mortes de pacientes em UTI de hospital no Distrito Federal
Foto: Divulgação

Os três suspeitos de terem matado pacientes em hospital em Brasília • Reprodução Redes Sociais

A Polícia Civil identificou os três técnicos de enfermagem suspeitos de envolvimento na morte de ao menos três pacientes internados na Unidade de Terapia Intensiva (UTI) do Hospital Anchieta, em Taguatinga, no Distrito Federal. Os investigados são Marcos Vinícius Silva Barbosa de Araújo, Amanda Rodrigues de Sousa e Marcela Camilly Alves da Silva.

 

Segundo as investigações, Marcos Vinícius é apontado como o principal responsável pelos crimes. Ele teria administrado doses letais de medicamentos em pacientes da UTI com a intenção de provocar a morte. Em um dos casos, ao não conseguir o resultado esperado, o técnico teria recorrido a um método ainda mais grave: a injeção de desinfetante diretamente na veia de uma paciente. Marcos atuava há cerca de cinco anos como técnico de enfermagem.

 

Amanda e Marcela passaram a ser investigadas por negligência e possível participação nos crimes. Amanda, conforme apurado, trabalhava em outro setor do hospital, mas mantinha amizade antiga com Marcos. Já Marcela era recém-contratada e recebia orientações do colega sobre as rotinas do setor.

 

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Em nota oficial, o Hospital Anchieta informou que identificou irregularidades em três óbitos registrados na UTI e, diante disso, instaurou uma apuração interna. Após a conclusão do procedimento, a direção solicitou a abertura de inquérito policial. Os três profissionais foram demitidos, e as famílias das vítimas foram comunicadas sobre os fatos.

 

A Polícia Civil detalhou ainda que, em um dos episódios, um técnico de 24 anos utilizou indevidamente o login de um médico para acessar o sistema do hospital e prescrever um medicamento incorreto. Ele retirou a substância da farmácia e a administrou em três pacientes sem o conhecimento da equipe médica. As aplicações ocorreram nos dias 17 de novembro e 1º de dezembro do ano passado. Para tentar ocultar a ação, o suspeito chegou a simular manobras de reanimação, realizando massagens cardíacas nas vítimas.

 

As investigações também apontam que o mesmo técnico aplicou desinfetante em uma paciente de 75 anos, utilizando uma seringa. No mesmo dia, ele teria feito ao menos dez aplicações, após a idosa sofrer sucessivas paradas cardíacas.

 

De acordo com a Polícia Civil, Marcos Vinícius realizou as aplicações letais, enquanto Amanda e Marcela, de 22 e 28 anos, teriam auxiliado em pelo menos dois casos. Inicialmente, os três negaram participação, mas acabaram confessando após serem confrontados com imagens de câmeras de segurança.

 

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Até o momento, não há indícios de que os crimes tenham ocorrido a pedido das vítimas ou de familiares. A polícia segue investigando a possibilidade de outras mortes com características semelhantes. 

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